Quarta-feira , 11 de Dezembro de 2019

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Setembro Amarelo é tema de debate em colegiado

Publicado em: 10/09/2019 22:40
Setor responsável: Notícia

NeuzaMenezes/AgênciaALBA
Um milhão de pessoas no mundo comete suicídio a cada ano. Esta é a terceira causa de morte entre jovens e o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking mundial. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS), que contabiliza que a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida. O assunto é motivo de campanha preventiva intitulada Setembro Amarelo e foi levantado pela deputada Fabíola Mansur (PSB), durante reunião ordinária da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público.

Presidente do colegiado, Mansur divulgou a cartilha Suicídio, Enigma e Estigma Social, editada pelo Centro Antiveneno da Bahia (Ciave), pelo Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (Neps) e reproduzida pelo mandato da deputada socialista. A edição chama a atenção para sinais e sintomas dos que se encontram em sofrimento psíquico; fornece alertas para a formação da ideia suicida e esclarece sobre mitos e verdades.
Dentre eles, o de que quem quer se matar não avisa. Segundo a publicação, isso não é verdade. “Quem vai se matar geralmente avisa”, garante a cartilha, adiantando que a ideia suicida “pode ser identificada nas entrelinhas da fala” de quem sofre e que todos precisamos estar atentos para estes sinais.

Outro assunto levantado na reunião da Comissão de Educação foi referente aos Núcleos Territoriais de Educação (NTE). Para o deputado Rosemberg Pinto (PT), é preciso se discutir a definição do papel e fortalecimento dos 27 NTE existentes no Estado. Conforme o deputado, as coordenações pedagógicas na estrutura dos núcleos ficam “secundarizadas” e isso precisa ser revisto. O assunto, inclusive, deverá ser objeto de encontro da comissão com o secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues Souza. 

Por fim, os deputados contestaram recentes declarações do vereador carioca Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República. Conforme o edil, não haveria saída democrática para os problemas do país, a curto prazo. A fala foi fortemente contestada pelos deputados Rosemberg Pinto e Fabíola Mansur, para quem a democracia brasileira está sob ataque constante neste governo. “O Brasil vice uma fase neofascista”, denunciou Mansur.


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