MÍDIA CENTER

Colegiado realiza audiência pública sobre saúde, doenças vetoriais e meio ambiente

Publicado em: 11/09/2019 23:10
Setor responsável: Notícia

NeuzaMenezes/AgênciaALBA
A Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Assembleia realizou, nesta quarta-feira (11), audiência pública sobre saúde, doenças vetoriais e meio ambiente. No evento, proposto pelo presidente do colegiado, José de Arimateia (Republicanos) e que reuniu especialistas da área de saúde, gestores e representantes da sociedade civil, ficou evidente a urgência de investimento em ações de saneamento básico e desenvolvimento social, assim como ações integradas e campanhas de conscientização sobre educação ambiental na Bahia.

Participaram da mesa de debate, além do deputado proponente, o técnico da área ambiental da Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado (Divida), Rui Murici; a coordenadora do Programa de pós-graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho da Faculdade de Medicina na Ufba, Rita da Cássia Franco Rego; o médico infectologista e epidemiologista, professor da Faculdade de Medicina da Ufba e pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz, Guilherme de Souza; e Daniel Viana, representando o secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates.

Dados coletados em fevereiro deste ano, dão conta de 2.592 casos prováveis de dengue, 107 de chikungunya e 27 de zika. Em comparação com o mesmo período de 2018, houve um aumento de 226% para os casos prováveis de dengue, redução de 82,1% para os casos suspeitos de zika e redução de 53,6% para os casos suspeitos de chikungunya. 

Um dos palestrantes da audiência, o médico infectologista e epidemiologista, professor da Faculdade de Medicina da Ufba e pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz, Guilherme de Souza Ribeiro falou sobre as razões de surgimento das arboviroses como problemas de saúde pública, entre elas a rápida urbanização no Brasil, com o crescimento desorganizado das cidades e a insuficiência do serviço de saneamento básico. Também o uso indiscriminado de inseticida foi apontado como uma prática promovedora de desequilíbrio ambiental. “Há um grande comércio desses produtos em condomínios, hotéis e bairros de luxo da cidade, que borrifam o inseticida à vontade”, conta. 

Entre as estratégias utilizadas para enfrentar o problema, Guilherme sugeriu, além do combate ao vetor, o investimento nas áreas de educação e na mobilização social, ações intersetoriais para a redução da desigualdade social, melhoria das questões ambientais e do saneamento básico, e suporte para os setores de pesquisa, ciência e tecnologia.

Coube à coordenadora do Programa de pós-graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho da Faculdade de Medicina na Ufba, Rita Franco Rego, discorrer sobre Saneamento e zika no Brasil. Ela aproveitou para cobrar aos parlamentares a regulamentação das leis instituem a política estadual de saneamento básico e a  política estadual de resíduo sólido.

Entre os parlamentares presentes, Osni Cardoso (PT) propôs a introdução e ampliação de debates sobre transição ecológica “e que essa discussão não pare aqui e não seja só pra nós, que chegue massivamente à sociedade para que todos saibam a importância de se cuidar”.


 DOENÇAS VETORIAIS

Para José de Arimateia, o sucesso no combate às doenças vetoriais depende, principalmente, da integração dos poderes públicos, instituições e sociedade. Segundo o parlamentar, as aulas de educação ambiental, nas escolas municipais e estaduais, são fundamentais para a conscientização do público, a partir do alinhamento com a União dos Municípios da Bahia. Também enfatizou a necessidade de elaboração de projeto de lei para o controle do Estado no que tange à utilização dos inseticidas utilizados pelas empresas privadas.


Compartilhar: