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Laerte do Vando defende a valorização da história de Canudos

Publicado em: 20/02/2020 12:28
Setor responsável: Notícia

DIVULGAÇÃO/AGÊNCIAALBA
“Canudos é um município muito importante na história da Bahia, e todos os baianos precisam conhecer a sua história”. Com essas palavras, o deputado estadual Laerte do Vando (PSC) protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) moção de congratulação pela passagem dos 35 anos de emancipação política de Canudos, a ser celebrado no próximo dia 25 de fevereiro. 

O documento resgata a história da cidade e lembra que Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século XVIII nos arredores da Fazenda Canudos, às margens do rio Vaza-Barris. Com a chegada de Antônio Conselheiro, em 1893, vários sertanejos foram atraídos para o local com a esperança de viverem livres dos altos impostos cobrados pelo Governo e longe dos grandes latifundiários. 

Desta forma, Antônio Conselheiro passou a representar uma ameaça para a República. O estopim para a guerra, segundo o documento, foi o rumor do possível ataque de Conselheiro e sua tropa ao município de Juazeiro, após pagar e não receber a encomenda de madeiras para a construção de uma igreja.

Depois de vários dias de espera em Juazeiro, vendo que o rumor era falso, os policiais decidiram partir em direção à Canudos. Mas a tropa foi surpreendida pelos seguidores de Antônio Conselheiro em Uauá.

Devido aos intensos embates, o parlamentar relata que a Guerra de Canudos é considerada como “um dos maiores crimes já praticados em território brasileiro”.

“Após receber promessas de que a República garantiria a vida, uma parte da população sobrevivente se rendeu com bandeira branca, enquanto um último reduto resistia na praça central do povoado. Apesar das promessas, todos os homens presos, e também grupos de mulheres e crianças acabaram sendo degolados - uma execução sumária que se apelidou de 'gravata vermelha'. O arraial resistiu até 5 de outubro de 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores. No dia 6, o arraial já havia sido completamente destruído e incendiado pelo Exército”, contou o deputado. 

Até hoje, o município busca manter a sua história viva nos museus, no Instituto Popular de Memória de Canudos e no Parque Estadual – campo de batalha aberto ao público para visitação. É de lá que os visitantes podem observar parte das ruínas da antiga Canudos, que está submersa pelo açude de Cocorobó.


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