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Tema da campeã Viradouro, Ganhadeiras de Itapuã são homenageadas por parlamentares

Publicado em: 27/02/2020 19:56
Setor responsável: Notícia

Divulgação/AgênciaALBA
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) registrou, na ata dos trabalhos da Casa, moções de aplausos às Ganhadeiras de Itapuã, grupo musical baiano que foi tema do enredo da escola de samba Viradouro, campeã do carnaval do Rio de Janeiro este ano. As solicitações partiram dos deputados Fabrício Falcão (PC do B) e Sandro Régis (DEM), que homenagearam as integrantes do conjunto.

O desfile retratou a trajetória das Ganhadeiras, uma geração de mulheres do famoso bairro de Salvador, que remonta às inúmeras tarefas que desenvolviam para comprar sua alforria, como lavar roupa na Lagoa do Abaeté, costurar, mercar água, frutas e outros alimentos. Sob o título “Viradouro de alma lavada”, a Sapucaí conheceu mais sobre a história do grupo, resgatado por músicos e moradores do bairro.

“As Ganhadeiras de Itapuã são a história viva, referência cultural batizado com este nome em homenagem às mulheres que, desde o século XIX e início do século XX, faziam ‘lavagem de ganho’ (lavando roupas) ou saiam com seus balaios a pé para vender peixe e quitutes pela cidade e, assim, ganhar o sustento da família. Em 2004, o grupo As Ganhadeiras tomou forma e hoje conta a história de Salvador, da nossa cultura, das mulheres do Brasil, em forma de cantigas e sambas”, anotou Sandro Régis.

Segundo o democrata, a iniciativa cultural surgiu nas casas de Dona Cabocla e de Dona Mariinha: “Dona Cabocla faleceu, mas Dona Mariinha permanece e, hoje, vê a neta e a bisneta participando do grupo. A antiga e a nova geração comprometidas para o fortalecimento da identidade cultural de Itapuã e no cuidado desse resgate das memórias afetivas de cada uma, buscando as canções, os momentos do passado para fazer um repertório”.

Já Fabrício Falcão destacou que as Ganhadeiras de Itapuã são um símbolo do poder feminino, da resistência e da força da cultura baiana. “O grupo se formou por mulheres guerreiras que se reuniam para conversar sobre as antigas tradições de Itapuã, cantar e dançar samba de roda. Atualmente são reconhecidas como patrimônio cultural da Bahia”, completou.

O comunista também ressaltou a visibilidade que o título de campeã da agremiação, em uma das maiores festas populares do planeta, traz para a cultura baiana. Para Fabrício, “ter as Ganhadeiras como enredo de umas das escolas de samba dessa festa é motivo de orgulho e fortalece a nossa cultura, porque leva as nossas tradições a outros lugares e pessoas, despertando, sem dúvida, ainda mais o interesse pela Bahia e seus encantos”.


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