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Sessão na Assembleia marca os 70 anos da Rádio Excelsior

Publicado em: 17/09/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Dom Murilo Krieger, arcebispo primaz do Brasil, representou a Igreja Católica no evento
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A Assembleia Legislativa realizou ontem sessão especial para homenagear os 70 anos de fundação da Rádio Excelsior, primeira emissora católica do país e uma das primeiras a funcionar em solo baiano. "Desde a sua fundação, em 5 de junho de 1942, a emissora da família baiana tem sido, desde o início, um instrumento na defesa da vida", definiu o deputado Yulo Oiticica (PT), autor da proposição que originou a sessão. Ele se confessou extremamente honrado por homenagear "esta que é a rádio do povo católico".
A sessão reuniu no plenário radialistas, ouvintes fiéis da Excelsior, autoridades civis e militares. A Igreja Católica se fez representada pelo arcebispo primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, o diretor-geral da emissora, padre Aderbal Galvão, o retiro da Universidade Católica do Salvador, José Carlos Almeida, religiosos e membros de diversas pastorais. Na abertura dos trabalhos, o cantor Tatau interpretou o Hino Nacional.
O próprio Yulo é coordenador da bancada católica na Assembleia. Ele disse que, além de uma honra, a iniciativa de propor a sessão era um dever seu. "A rádio mereceria muito mais diante de tanto trabalho na prática da evangelização e palavras de paz, conforto e amor que transmite através das ondas de rádio", definiu.

HISTÓRIA

A rádio foi fundada em junho de 1942, como sociedade anônima, fruto da visão do frei fransiscano alemão Hidelbrando Krüthalp, que tinha convicção de que a Palavra de Deus precisava ser difundida por entre as ondas de rádio. "Creio que hoje não estaríamos em festa se não fosse o sonho deste homem de fé", aludiu Yulo. Em 1984, o então cardeal dom Avelar Brandão Vilela adquiriou o controle acionário para a Arquidiocese. Três anos depois, dom Lucas Neves, sucessor de Brandão Vilela, criou a Fundação Dom Avelar para administrar a rádio.
"É preciso saber caminhar por entre espinhos e rosas", disse Yulo, citando o frei Hidelbrando, que ensinava ainda: "Alguém que se deixou dominar pelo pessimismo, por certo, não sabe ver as rosas entre os espinhos." Para o parlamentar, "são sete décacas em prol do grandioso objetivo de espalhar mensagens de fé, amor e solidariedade através dos ensinamentos do nosso Pai e do seu Filho, Jesus Cristo".

VATICANO II

Dom Murilo ocupou a tribuna para ressaltar que o Concílio Vaticano II (1962-1965) tratou, em seu decreto para os meios de comunicação, das "maravilhosas invenções da técnica que, sobretudo em nosso tempo, a inteligência humana, com o auxílio de Deus, extraiu das coisas criadas". O cardeal lembrou que o próprio Jesus utilizou os recursos de que dispunha para se comunicar. "Olhamos para o caminho já percorrido pela Rádio Excélsior a fim de construirmos o futuro, por que o futuro não se prevê, se constrói", definiu.
Falaram ainda na sessão de ontem o padre Aderbal Galvão, o major Fernando Azevedo, representante do comando da Polícia Militar; Renê Vilela, apresentador do programa Alô Juventude, transmitido pela Excélsior; e Adelaide Maria, representante dos ouvintes da emissora.



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