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Comissão da Mulher define pauta do semestre

Publicado em: 14/03/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Reforma política, inclusão produtiva e violência contra a mulher foram temas escolhidos para debate
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Reforma política, inclusão produtiva, tráfico e violência contra as mulheres são assuntos que integram a pauta de discussões e atuação da Comissão dos Direitos da Mulher. As deputadas estão dispostas a levar estes debates a todos os canais e instâncias possíveis, ampliando a discussão e divulgação dos principais problemas que afetam o universo feminino. Assim é que o colegiado vai promover, ainda neste semestre, audiências públicas, sessões especiais e visitas a órgãos e entidades que, de alguma forma, estejam envolvidos com as questões de gênero.
E as atividades começam já na próxima semana. No dia 21, a comissão realiza, no plenário da Assembleia Legislativa, sessão especial que irá homenagear mulheres baianas que vêm se destacando na luta pelos seus direitos. Cada parlamentar integrante da comissão indicará uma homenageada e já estão indicadas as delegadas Marta Nunes e Walquíria Barbosa, a secretária de Política para as Mulheres, Lúcia Barbosa, a médica Alda Veloso e Silvânia Maria, mãe de cinco crianças que lhes foram tiradas e doadas em adoção, em Monte Santo. Para a sessão serão convidadas palestrantes que abordem temas constantes da agenda pró-ativa da comissão.
As deputadas também já definiram visitas que farão neste semestre: irão ao presídio feminino, em Salvador, e à Fundação Dr. Jesus, instituição para dependentes químicos mantida pelo deputado Sargento Isidório, em Feira de Santana
A questão da violência contra a mulher deverá mesmo ser um dos focos principais de atuação do colegiado, que vem debatendo o assunto há muito tempo. Ontem, a deputada Maria Luiza Laudano (PT do B) comentou o que considerou "um dado alarmante": somente nos primeiros 50 dias deste ano, 1.702 mulheres sofreram algum tipo de violência. Os números impressionam. Segundo a presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, Neusa Cadore, citando informações da Organização das Nações Unidas (ONU), sete, em cada dez mulheres, serão agredidas de alguma maneira ao longo da vida.
Para combater este mal, a ONU lançou a campanha UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres, com o objetivo prevenir e eliminar a violência contra as mulheres e meninas em todo o mundo. Através da campanha, que contou com adesão recente do ex-presidente Lula, "a ONU está unindo forças com indivíduos, sociedade civil e governos pelo fim da violência contra as mulheres, em todas as suas formas". Ao aderir ao movimento, Lula junta-se a nomes de destaque no cenário internacional, como o ex-primeiro ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, o arcebispo da Igreja Anglicana na África do Sul e vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Desmond Tutu, e o escritor brasileiro e Mensageiro da Paz das Nações Unidas, Paulo Coelho.
Movimentos como este são considerados pelas ativistas como vitórias da luta das mulheres. E mais uma delas, lembrou Neusa Cadore, foi a criação da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, ideia do deputado estadual mineiro, Edegar Pretto, que agora repercute nacionalmente. O senador Paulo Paim, do PT, já anunciou para breve o laçamento de frente semelhante no Congresso Nacional.



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