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Assembleia realiza sessão para marcar Dia Nacional dos Animais

Publicado em: 15/03/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

A Mesa dos Trabalhos contou com a participação de políticos e representantes da sociedade civil
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A sessão especial realizada ontem, na Assembleia Legislativa, para comemorar o Dia Nacional dos Animais se converteu em um manifesto por ações públicas de proteção da saúde animal e pública. Esta preocupação ficou evidente logo no primeiro pronunciamento da tarde. Propositor da sessão, o pastor José de Arimatéia (PRB) se disse triste "como ser humano e defensor da causa animal, ter o conhecimento de 100 mil animais abandonados, somente em Salvador". Ele ainda lembrou daqueles que estão sujeitos aos maus-tratos, exploração, confinamento e à morte todos os dias.
O parlamentar enfatizou que cabe ao ser humano adotar um tratamento ético com os demais seres vivos e ter a consciência de que todos têm direitos em uma sociedade evoluída. Ele disse que vários estados já estão tomando medidas no sentido de proteger os bichos e revelou a sua expectativa de que o governo baiano acolha sua indicação no sentido da construção de um hospital veterinário público. "Seria uma expressão de progresso eficaz de caráter humanitário e progressista de seu povo", disse.
Arimatéia, no entanto, lamentou e fez questão de registrar a ausência dos secretários da Saúde de Salvador e da Bahia. "Foram convidados e não mandaram sequer representantes", disse. Em sua pauta de prioridades, consta ainda a "necessidade da construção de um abrigo público, ampliação de pessoal e estrutura do Centro de Controle de Zoonoses de Salvador, aumento do serviço de coleta de animais mortos e criação da delegacia de proteção aos animais".
A proposta de criação da delegacia já está tramitando na Câmara de Salvador, de autoria da vereadora Ana Tavares (PV), presente ao evento. Ela fez questão de destacar o trabalho de Arimatéia, na Assembleia, em prol dos animais, e todas as gestões do deputado federal Antonio Imbassahy junto à Secretaria da Saúde de Salvador para ajudar a causa. Ela destacou que o movimento animal faz o trabalho que o poder público deveria fazer (castração, acolhimento, entre outros). "Estou na Câmara para viabilizar o que for necessário para acabar com o sofrimento dos animais", garantiu emocionada.
A vereadora, assim como outros oradores, teceu críticas ao ex-prefeito João Henrique por não ter cumprido 31 das 32 cláusulas de um termo de ajuste e compromisso, assinado por seu antecessor, Antonio Imbassahy. Exemplo disso é o centro de castração, inaugurado há dois anos para castrar 40 animais por dia e que vem alcançando a marca de apenas quatro por semana. É ali que ela pretende que a prefeitura instale o hospital que vem sendo negociado junto ao prefeito ACM Neto.
O secretário Almiro Sena ocupou a tribuna para dizer que cuidar do bem-estar animal é cuidar dos direitos humanos. "Indicadores assinalam que o agressor doméstico tem costume de abusar de animais", disse, lembrando que muitos psicopatas revelam seus distúrbios na juventude, espezinhando os bichos.
O deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB-BA) disse que seu partido abraçou a causa ao tornar prioritária a proposta de criminalizar mais ostensivamente quem maltrata o animal. Ele falou sobre o que a Câmara vem fazendo a respeito e das experiências de outros estados para buscar avançar sobre o tema. Uma dissensão neste sentido foi do educador Francisco Ataíde. Para ele, a força para mudar o mundo está no exemplo e que sanções de restrição de liberdade, por exemplo, seguem a mesma lógica dos maus-tratos aos animais. Estiveram presentes à mesa, presidida por Marcelo Nilo (PDT), e usaram da palavra, o vereador de Salvador, pastor Luís Carlos, a secretária geral da OAB-BA, Ilana Campos, a presidente da Associação Brasileira Protetora dos Animais (ABTA-BA), Patruska Barreiro, o coordenador nacional do Projeto Tamar, Guy Marcovardi, a veterinária Gabriela Nery, e a fundadora da Associação Célula Mãe, Janaina Rios.



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