A crítica situação que algumas regiões da Bahia continuam sofrendo, agora com muito mais gravidade e sem nenhuma previsão de chuva, voltou a ser abordada pela Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia na sessão ordinária de ontem pela manhã. Os trabalhos foram comandados pelo deputado Coronel Gilberto Santana (PTN), pois o presidente do colegiado, Luiz Augusto, participava da reunião da sabatina na CCJ.
Na opinião de Gilberto Santana, faltam obras preventivas de efeito prolongado e não imediatista, e automaticamente com custos menores. “Não podemos beneficiar o Ceará enquanto nosso pessoal está deixando a zona rural. A situação é grave também em cidades próximas ao Rio São Francisco, por incrível que pareça. A polícia tem que acompanhar os carros pipas para proteger a distribuição de água para consumo humano”.
Gilberto Santana defende a criação de uma comissão suprapartidária para ir até o governo federal e solicitar urgência na liberação de recursos, pois há necessidade de obras imediatas. Segundo o parlamentar, em Juazeiro, a terra é muito boa, pois onde tem projeto de irrigação se colhe uva, manga e outros frutos, além da produção excelente também de açúcar.
A deputada Neusa Cadore (PT) argumentou que a seca é um problema secular e agora o desafio é bem maior, pois estamos vivendo a maior seca desde muitas décadas. “Não temos a cultura da convivência com a seca, nem mesmo nas margens dos rios”.
O presidente da comissão, deputado Luiz Augusto, destacou que a abertura de poços ajuda em muito as comunidades do interior. Porém os poços de baixa vazão só dão para consumo humano ou animal.
“O problema principal da mortandade dos animais é que falta capim, pois não existe irrigação. As obras têm que ser feitas para este ano e não para o ano que vem. Tem que existir a descentralização dos recursos para essas obras e citou o exemplo positivo de Guanambi, que perfurou 25 poços em um mês e meio, quando recebeu diretamente os recursos”, disse Luiz Augusto, prometendo conversar com o diretor presidente da Cerb, Bento Ribeiro, sobre o objetivo da descentralização dos recursos junto ao governo federal e garantindo que dessa maneira os problemas serão resolvidos ainda este ano.
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