Durante a sessão em Camaçari, realizada na tarde de ontem, os pronunciamentos se concentraram no desenvolvimento da Bahia e daquela cidade, destacando as administrações de Luiz Caetano e de Ademar Delgado. Muitos foram os que se associaram às manifestações emancipacionistas de Vila de Abrantes. O presidente Marcelo Nilo (PDT) agradeceu a presença dos 33 parlamentares que prestigiaram a sessão.
O presidente da Assembleia concedeu inicialmente a palavra ao deputado Bira Corôa (PT), que enfatizou o crescimento da cidade e o trabalho desenvolvido pela gestão municipal. Para ele, "Camaçari vive hoje uma realidade outrora distante de ser realizada". O petista aproveitou a oportunidade e destacou a contribuição do ex-prefeito Luiz Caetano e do atual, Ademar Delgado, no processo real de transformação de Camaçari.
"A transformação profunda na vida das pessoas" também foi ressaltada pela deputada Luiza Maia (PT), no pronunciamento seguinte. A parlamentar disse que a emancipação de Vila de Abrantes precisa ser discutida. Aproveitou a Itinerante para defender seu projeto que cria a tribuna popular – em que pessoas podem se pronunciar no plenário – e lembrou que apresentou proposta do voto aberto, logo que se tornou deputada e lamentou a inviabilização da votação da PEC, na última terça-feira.
Como de praxe, Sargento Isidório (PSB) foi à tribuna carregando a réplica de um botijão de gás para atacar a máfia que eleva o preço do produto, que sai da refinaria a R$ 10,80, para R$ 30. Carlos Ubaldino (PSD) definiu ontem como "um dia memorável para a Capital da Indústria" e lembrou que seu primeiro trabalho foi justamente ali, como ajudante de pedreiro. Sidelvan Nóbrega (PRB), por sua vez, aproveitou para elogiar o antigo e o atual prefeito, afirmando ser a cidade "um verdadeiro canteiro de obras".
Ao anunciar o orador seguinte, o presidente Nilo fez questão de ressaltar a deferência do deputado Rosemberg Pinto (PT), que viajaria para Itapetinga e estava presente. "Tenho uma relação com esta cidade que muito me orgulha", disse o petista, lembrando que ali foi seu primeiro trabalho. "Atendi ao seu pedido da presidência porque a oposição se baseou em um argumento falso para boicotar a Itinerante."
Marcelino Galo (PT) também defendeu Marcelo Nilo "do ataque virulento da oposição, que desrespeitou a população desta cidade". Para ele, a ausência se deveu "talvez por vergonha de ter deixado tudo destruído quando administraram Camaçari". Zé Raimundo (PT) também seguiu a mesma linha, comparando o período anterior a Caetano e o que ocorreu desde então.
O discurso de João Bonfim (PDT), presidente da Comissão de Divisão Territorial da AL, foi música para os ouvidos de Vila de Abrantes. Para ele, não há outra localidade mais qualificada para se emancipar: possui extensão territorial, 45 mil habitantes e o desmembramento não vai afetar a arrecadação do município sede. Euclides Fernandes e Roberto Carlos, ambos do PDT, avaliaram a conjuntura política e viram ali, no Teatro da Cidade do Saber, a presença de dois bons nomes para concorrer ao governo estadual: o ex-prefeito Luiz Caetano e o presidente Marcelo Nilo.
O líder Zé Neto (PT) disse ter ficado triste com a ausência da oposição, "porque democracia se faz com o embate de ideias". Para ele, os adversários têm aproveitado as itinerantes para "criticar, mas aqui não teriam o que dizer, não tem como comparar". Citando realizações do governo, afirmou ter orgulho de fazer parte de um time que tem em seus quadros homens com Ademar Delgado.
O Delegado Deraldo Damasceno (PSL) disse que em Camaçari se vive o progresso e reina a democracia. Álvaro Gomes (PC do B) deu exemplos desse progresso e lembrou das 15 mil casas populares construídas nos últimos anos. "Realizações, sempre com a preocupação de atender a quem mais precisa", disse. O comunista aproveitou e se posicionou contrário à invasão da Síria.
O vice-presidente Yulo Oiticica (PT) também falou sobre o exterior, mas para ressaltar que o modo petista de governar tem tido tanto sucesso que começa a ser exportado para organismos internacionais. Maria Luiza Laudano (PSD) relatou as nuances do trabalho parlamentar, enquanto José de Arimatéia (PRB) fez uma prestação de contas da Comissão da Saúde.
Chamando Camaçari de "locomotiva baiana para o progresso", Aderbal Caldas (PP) também defendeu a emancipação de Abrantes, dizendo que a localidade reúne os requisitos necessários. Ângela Sousa (PSD) e Maria del Carmen (PT) se pronunciaram sobre o município, enquanto Fátima Nunes (PT) disse que a Bahia precisa de mais deputadas na Câmara e na Assembleia. Reinaldo Braga (PR) lembrou da amizade com os pais de Luiz Caetano e Ademar, enquanto Alan Sanches (PSD), último orador, colocou seu gabinete à disposição do município.
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