Cinco municípios baianos que fizeram aniversário de fundação neste mês de setembro foram parabenizados pelo deputado Aderbal Caldas (PP), mediante moções de congratulações apresentadas na Assembleia Legislativa, dedicada à população de cada cidade pelo transcurso da data solene. Dentre as homenageadas, três estão situadas no Nordeste Baiano. São elas: Aporá, Sátiro Dias e Olindina; uma no Baixo Médio São Francisco: Ibotirama; e a última, localizada na região do Extremo Sul: Medeiros Neto.
“Na ocasião em que estas prósperas cidades comemoram mais um aniversário de sua emancipação, sinto-me felicitado por manifestar, de público, minhas congratulações pela efeméride e com sua valiosa gente, cujo traço marcante é a vocação para o trabalho e um acentuado amor à terra natal”, declarou o parlamentar.
APORÁ
Localizada a cerca de 186 km da capital baiana, Aporá possui ao menos três bens patrimoniais ligados à sua origem católica: a capela de Nossa Senhora da Conceição, a Matriz consagrada à mesma santa e a igreja de São José. Aderbal também destaca que a cidade é rica de tradições, louvando anualmente aos Reis Magos, no mês de janeiro, enquanto que em março o homenageado é São José, quando se realizam novenas, leilão beneficente, queima de fogos e procissão. Em agosto, quando do aniversário da emancipação local, realiza-se desfile cívico e é celebrada missa solene, culminando com a festa consagrada ao padroeiro São Roque, evento que teve início em 1922, quando uma epidemia de peste atingiu a região e o santo a debelou, segundo a crença popular.
SÁTIRO DIAS
Segundo Aderbal, Sátiro Dias se destaca, no setor agrícola, pela expressiva produção de milho e feijão, assim como também de batata-doce e maracujá, cultura de que é um dos grandes produtores da Bahia. No aspecto educacional e cívico, o deputado faz referência à Biblioteca Pública Municipal Antônio Torres, que, conforme relata Aderbal, ao longo dos anos vem prestando inestimável serviço na formação de gerações, e às festividades dedicadas à emancipação político-administrativa. Na cultura popular, tem proeminência o tipo regional conhecido por artesã, cujos trabalhos em retalhos de pano, arranjos de flores e tapeçaria enriquecem, sobremaneira, as artes locais. O nome do município é uma homenagem prestada a Sátiro de Oliveira Dias, figura proeminente no cenário nacional, quer como cientista, quer como político.
OLINDINA
A origem mais remota do município está no século XIX, na Fazenda Mocambo, em terras que então pertenciam a Itapicuru. A expansão dos negócios rurais possibilitou o surgimento de um núcleo populacional, cuja importância aumentava dia a dia. No começo do século XX, precisamente em 1912, o comerciante João Paulino da Conceição ergueu uma casa de negócios em terras que hoje estão situadas na sede municipal de Olindina, a qual se tornaria um referencial na região. Aderbal afirma que, seguindo os relatos históricos, as terras férteis da região permitiram a prosperidade da agricultura, sobretudo das lavouras de feijão e de milho, e a pecuária também foi impulsionada. Dentre os inúmeros bens que assinalam a cultura olindinense, o parlamentar destaca a Biblioteca Pública Marechal Rondon, o Coral Nossa Senhora da Conceição, criado em 8 de dezembro de 1972, com variado repertório sacro, e, no aspecto arquitetônico, a Igreja Matriz, consagrada à mesma santa.
IBOTIRAMA
O deputado afirma que devido a sua localização estratégica, as terras que deram origem ao município de Ibotirama passaram a ser ponto de referência para tropeiros e boiadeiros que desejavam atravessar o São Francisco. A fertilidade dos solos, a criação de gado bovino e o crescimento comercial serviram de estímulo à chegada de pessoas de várias localidades. No ano de 1931, o topônimo passou a Jardinópolis, denominação que foi mudada, em 1943, para Ibotirama, palavra de origem tupi e cujo significado vem a ser “terra das flores”. Seu patrimônio cultural é bastante rico em áreas naturais, das quais podem ser destacadas a Barragem Itapeba, que além de servir como abastecimento de água também nela se pratica a pesca; o Poço do Peixe, que agrega diversos poços e é fértil em animais de caça e madeira de lei; a reserva da Fazenda Pé de Serra, com vegetação tipicamente de caatinga e habitat de animais silvestres; e a reserva conhecida por Arame, na mesma propriedade, utilizada como área de lazer, tendo, inclusive, diversos paredões com inscrições indígenas.
MEDEIROS NETO
Inicialmente, o local onde surgiu o município foi habitado pelos índios pataxós. Com o processo de desbravamento e colonização, a localidade passou a ser rota de aventureiros, sobretudo vindos de Minas Gerais, os quais seguiam o curso do Rio Itanhém, que tendo sua nascente naquele estado, desemboca no Oceano Atlântico já em terras baianas do município de Alcobaça. O deputado justifica que o solo fértil da região contribuiu para a fixação desses desbravadores, que deram ao local o topônimo de Água Fria. A agricultura desenvolveu-se, transformando Medeiros Neto em uma das maiores produtoras de mandioca e de cana-de-açúcar. A pecuária sofreu notável impulso, permitindo dispor de grandes plantéis de bovinos, equinos, asininos e muares. A riqueza mineral passou a ser explorada, transformando o município num dos maiores produtores de granito do estado.
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