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Assembleia homenageia Maçonaria

Publicado em: 11/10/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Bira Corôa destacou as ações da ordem em importantes momentos da história do Brasil
Foto:  

 A Maçonaria foi homenageada na Assembleia Legislativa, na manhã de ontem, numa sessão especial proposta pelo deputado Bira Corôa (PT) para comemorar os 216 anos de obras maçônicas na Bahia. Muitos membros da ordem, admiradores, parlamentares e autoridades lotaram o plenário da Casa para prestigiar o evento.
A iniciativa do deputado petista foi parabenizada por todos que fizeram uso da palavra. E, numa quebra de protocolo, o proponente foi surpreendido pelas lojas maçônicas Cavaleiro da Luz, Círculo Branco, Grande Loja e Grande Oriente, e também pelo Lions Club e Rotary, com o recebimento de uma placa de homenagem pelo momento histórico proporcionado, entregue pelo venerável Jorge Lisboa. "Fui tomado de emoção e surpresa. Esta honraria vai para um lugar bem especial em meu gabinete", declarou Bira, emocionado.
Em seu discurso, o parlamentar destacou o respeito que tem à Maçonaria e aos membros que a compõem, enaltecendo que estes são exemplo de "dignidade, trabalho e companheirismo". Salientou as atuações decisivas da ordem em momentos importantes da história do Brasil como a independência, abolição da escravatura e proclamação da república e, dentre os muitos maçons, personalidades históricas importantes para o país, tomou como exemplo Cipriano Barata.
Um breve relato sobre a vida do médico e político brasileiro que se sobressaiu na luta pela independência do país foi feito pelo professor Taiguara Almeida, convidado para proferir a palestra magna: A vida de Cipriano Barata. De acordo com registros antigos, Cipriano, juntamente com outros, foi membro da primeira Loja Maçônica Brasileira, a Loja Cavaleiro da Luz, fundada em Salvador no ano de 1797, sendo o início das obras maçônicas na Bahia.

 

PROPOSIÇÕES


Tomando por base a data de nascimento de Cipriano Barata, 26 de setembro, numa homenagem ao mártir baiano e maçon, o deputado Bira Corôa solicitou a apreciação dos seus pares do projeto de lei, de sua autoria que institui a data como o Dia Estadual de Celebração das Ações Maçônicas no Estado da Bahia. Outros dois outros projetos foram apresentados pelo parlamentar, um que cria a medalha especial para que a Casa possa premiar os destaques da maçonaria na Bahia e outro que indica ao governador do Estado a criação de uma escola estadual a ser batizada com o nome de Colégio Estadual Cipriano José Barata de Almeida. "Nesta data simbólica que o deputado Bira propõe, desafiam-se os maçons a ampliarem seus espaços de desenvolvimento e inserção social, essa construção de um grande templo de liberdade na Bahia e no Brasil. Cipriano Barata era um inquieto e inquietante e a história ainda precisa lhe fazer justiça", afirmou Emilson Piau, destacando que o governo pode fazer obras físicas, mas precisa da ajuda daqueles que construam a transformação moral e ética.


PRINCÍPIOS


Sob os princípios de "liberdade, igualdade e fraternidade", a maçonaria busca que o mundo alcance a "felicidade geral" e a "paz universal". Em qualquer lugar do mundo, homens se reúnem com o mesmo objetivo de construir uma sociedade mais justa e humana, a partir do amor ao próximo, à família, à pátria e fé no "arquiteto do universo". "Que Deus faça florescer nesse Brasil, e principalmente em nosso estado, mais Lojas Maçônicas para que continuem com a sua missão e sejam fortes, bravas e felizes", finalizou Bira Corôa, que foi aplaudido de pé pelos presentes.


MESA

Além do proponente da sessão, sentaram-se à Mesa os deputados Álvaro Gomes (PC do B), Carlos Brasileiro (PT), Delegado Deraldo Damasceno (PSL) e a deputada Maria Luiza Orge (PSC). Também o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Relações Institucionais, Emilson Piau; o grão-mestre da Grande Loja Maçônica da Bahia, Jair Tércio de Souza; o presidente da Ordem Maçônica Círculo Branco, Ernesto Machado Cardoso; e Sílvio Souza Cardim, grão-mestre do Grande Oriente da Bahia. E ainda a presidente do Lions Club Distrito Barbalho, Maria Albertina dos Santos, e Anna Virgínia Barata, descendente direta de Cipriano José Barata de Almeida.

 



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