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Linha Viva continua na pauta de colegiado

Publicado em: 06/11/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Del Carmen fez balanço das ações promovidas por moradores que serão afetados pela obra
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A Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa realizou a sua 18ª reunião ordinária, na manhã de ontem. Na ordem do dia, a presidente do colegiado, deputada Maria del Carmen (PT), apresentou os informes sobre a manifestação do movimento “Linha Viva, Não!”, ocorrida na última quarta-feira, 30 de outubro, e fez um balanço positivo da mobilização que teve a participação tanto de jovens quanto de idosos, moradores dos bairros de Saramandaia, Pernambués, São Francisco, Cassange, Alphaville 2, entre outros, locais que serão impactados com a construção da nova via.
Conforme relata a petista, os manifestantes se concentraram na frente do Iguatemi e deslocaram-se para o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ/BA) a fim de protocolar um documento assinado por diversos moradores com a justificativa do porquê de serem contra a Linha Viva. “Nenhum de nós somos contra a mobilidade urbana. Mas consideramos que não é necessário, neste momento, a implementação desta via, diante de todas as dificuldades que ela vai trazer”, disse a parlamentar, ressaltando a previsão de deslocamento de 10 mil pessoas, sem uma posição de para onde serão levadas.
No início desta semana, a presidente da comissão informou que houve uma reunião entre representantes do movimento e o procurador geral do Ministério Público da Bahia (MP/BA), Wellington César Lima e Silva, na qual foi colocada a responsabilidade do MP/BA por conta do requerimento de modulação que foi elaborado em conjunto com a prefeitura de Salvador e está no TJ/BA aguardando julgamento. O objetivo, agora, segundo a deputada, é conversar com o relator, desembargador José Edivaldo Rotondano, para sensibilizá-lo a alterar o seu parecer favorável à modulação da lei que inclui a aprovação da Linha Viva. 

LINHA VIVA  

É um projeto de uma rodovia de quase 18 km de extensão que ligará a Rótula do Abacaxi à estrada CIA-Aeroporto. Nesta, haverá 20 praças de pedágio, a serem exploradas pela concessionária que ganhar a licitação. Com uma velocidade de 100 km/h, a via será exclusiva para automóveis, sem a previsão de circulação de transporte coletivo. Nem bicicleta e nem pedestres poderão percorrê-la nem cruzá-la.



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