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Yulo Oiticica reverencia memória de Pedro Jatobá

Publicado em: 18/11/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Petista elogiou trajetória do compositor
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O compositor Pedro Irineu Jatobá foi lembrado na Assembleia Legislativa pelos 80 anos da criação do Hino do I Congresso Eucarístico Nacional. “A aprovação da presente moção pela Assembleia Legislativa da Bahia dá reconhecimento a esta brilhante trajetória que ultrapassa os limites deste Estado e a todo o legado deixado para o cenário da música baiana”, disse o deputado Yulo Oiticica (PT), na moção de aplauso que foi entregue à Mesa Diretora da Casa. “Um grande talento desta nossa terra não pode passar despercebido no ano em que celebramos os 80 anos do I Congresso Eucarístico Nacional, que aconteceu em setembro de 1933”, completou o parlamentar.
Pedro Irineu Jatobá, maestro, compositor, folclorista, professor de música e de matemática, nascido em 1895, na cidade de Salvador, filho de Pedro Orlando Jatobá e Teodora Jatobá, é considerado um dos mais importantes nomes da música erudita na Bahia e configurou-se no estado como um estudioso da música sacra. Sua sólida formação musical foi amparada nos conhecimentos transmitidos pelos monges do Mosteiro de São Bento da Bahia, onde desde a mocidade exerceu o cargo de organista, o que contribuiu para que o maestro se tornasse um entusiasta do ensino musical nas escolas da Bahia. Isto resultou na fundação da Escola Normal de Música da Bahia, no ano de 1934, que dirigiu até o seu falecimento e onde instalou o primeiro Conservatório de Canto Orfeônico.
Nesta trajetória, vale ressaltar também a criação do primeiro curso de Música Sacra no Brasil, que foi instalado no Instituto Feminino da Bahia. Ele também organizou e dirigiu o Coral Palestrina, conhecido como a mais perfeita organização de canto coral no Brasil. “Com certeza os fiéis que em seu tempo frequentaram as tradicionais novenas das igrejas do Bonfim e Conceição da Praia lembram saudosos das missas a quatro vozes, de Falconara, apresentadas pelo nosso ilustre maestro, que abrilhantavam ainda mais estes momentos de manifestação e devoção do povo baiano”. 



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