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Colegiado aplaude inauguração de novos serviços hospitalares

Publicado em: 20/11/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente da comissão, José de Arimatéia elogiou o desempenho do secretário Jorge Solla
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O Hospital Estadual da Criança (HEC) inaugurou ontem o Serviço de Oncologia Pediátrica, que passa a atender crianças de Feira de Santana e 120 municípios circunvizinhos. A nova ala ocupa o 5º andar do HEC, tem 13 leitos para internação e 15 na Unidade de Terapia Intensiva, ambulatório e quimioteca (espaço destinado à realização de quimioterapia) e brinquedoteca. O atendimento será voltado a pacientes com suspeita ou diagnóstico de câncer, com idades entre zero e 15 anos incompletos. O fato foi comemorado como "um avanço" pelo presidente da Comissão de Saúde e Saneamento, deputado José de Arimatéia (PRB), que elogiou o desempenho do secretário Jorge Solla à frente da Secretaria da Saúde do Estado.
Segundo Arimatéia, este é um segmento com o qual "o governo não precisa se preocupar", porque tem um bom gestor. "Jorge Solla é referência até para o Ministério da Saúde", informou o parlamentar, adiantando que antes desta gestão a Bahia recebia R$ 1,4 bilhão do SUS. "Com Solla, o repasse chega hoje a R$ 3 bilhões", uma demonstração de que agora a "Bahia tem projetos, como ampliação no número de leitos hospitalares; reforma e construção de hospitais, postos de saúde". Arimatéia lembrou, ainda, que a inauguração da ala oncológica infantil do Hospital Estadual da Criança acontece às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, no próximo sábado.
O serviço, inaugurado oficialmente ontem, tem a parceria e assistência do Grupo de Apoio à Criança com Câncer da Bahia (Gacc) e, segundo Núbia Mendonça, oncopediatra e idealizadora do Gacc, para o Estado, são previstos cerca de 500 casos de câncer infantil por ano. A equipe do HEC será coordenada pela médica Maria Dolores Dórea e composta por nove pediatras especialistas em oncologia, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e técnicos em enfermagem.
Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer, "os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias, os do sistema nervoso central e os linfomas. Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos para todas as regiões".
Nas últimas quatro décadas, informa o Inca, "o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado". Para Núbia Mendonça, não há "no Brasil um hospital público e exclusivamente pediátrico que tenha esse padrão. Feira de Santana tem hoje um serviço de extrema qualidade técnica com o necessário para tratar bem uma criança com câncer".



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