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Marcelino Galo destacou necessidade de reparação

Publicado em: 21/11/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Petista relembrou que muitas vidas foram destruídas
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Presidente da Comissão Especial da Verdade na Assembleia e proponente da sessão, o deputado Marcelino Galo (PT) disse que, "mais do que uma celebração, estamos aqui para fazer uma reparação ao deputado estadual constituinte Giocondo Dias". O parlamentar contou a história de luta do "Cabo Vermelho", como ficou conhecido durante o levante militar de 1935, e a consagração pelo voto popular para a Assembleia Constituinte da Bahia, além do período de atividade clandestina.
Galo lembrou que a sessão se realizou no dia em que se comemora a Consciência Negra. "Estes acontecimentos estão absolutamente imbricados porque a trajetória de qualquer comunista brasileiro haverá de registrar muitos episódios de combate ao racismo e toda forma de discriminação", disse.
O pronunciamento se tornou mais enfático quando o deputado afirmou que os representantes das esquerdas sempre enfrentaram a fúria das elites, "que não têm qualquer escrúpulo para manter seus privilégios". Galo destacou que os regimes autoritários que usurparam o poder sempre agiram com violência. "Destruíram vidas, prenderam arbitrariamente, torturaram, mataram e deram sumiço em milhares de homens e mulheres", lamentou.
"Hoje vivemos o desafio de buscar a verdade para recontar a história do Brasil", garantiu, considerando que "se é verdade que a história é contada pelo vencedores, é hora de afirmar a vitória do povo e expor tanto as verdades escondidas quanto as mentiras repetidas à exaustão". O petista lamentou que às vésperas do cinquentenário do golpe de 1964, o Brasil seja o único país sul-americano que ainda não distinguiu os patriotas dos entreguistas para colocar bem distantes os homens de coragem dos covardes, torturadores e assassinos.




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