Os 29 anos de emancipação político-administrativa do município de Canudos, que serão comemorados hoje, foram saudados na Assembleia Legislativa, com moções de congratulações apresentadas pelos deputados Pedro Tavares(PMDB), Fátima Nunes (PT) e Vando (PSC). Todos os parlamentares fizeram questão de elogiar os filhos desta histórica cidade, distante cerca de 350 km da capital.
O município de Canudos, inserido no Polígono das Secas e no vale do rio Vaza-Barris, possui uma área territorial de 2.984 quilômetros quadrados, uma população estimada de 16 mil habitantes e limita-se com as cidades de Euclides da Cunha, Jeremoabo, Uauá, Monte Santo, Macururé e Chorrochó. A atual Canudos é a terceira Canudos da região. A primeira surgiu no século XVIII, às margens do rio Vaza-Barris, a 12 km da localidade atual. Era uma pequena aldeia nos arredores da Fazenda Canudos.
Com a chegada de Antônio Conselheiro e seus seguidores, em 1893, o lugar foi rebatizado como Belo Monte, e passou a crescer vertiginosamente. Calcula-se que no seu auge, em 1897, contasse com 25 mil habitantes, sendo destruída pelo Exército durante a Guerra de Canudos (1896-1897).
A segunda Canudos surgiu por volta de 1910, sobre as ruínas de Belo Monte. Seus primeiros habitantes eram sobreviventes da guerra. Depois de uma visita do presidente Getúlio Vargas, em 1940, decidiu-se construir um açude no local. Em 1950, com o princípio das obras de construção da barragem que inundaria o vilarejo, os habitantes começaram a sair, partindo para outras localidades da região, principalmente Bendengó, Uauá, Euclides da Cunha e Feira de Santana.
Um novo vilarejo formou-se aos pés da barragem em construção, a 20 km da segunda Canudos. Com o término das obras, o local onde ficava Canudos desapareceu sob as águas do açude de Cocorobó, em 1969. Cocorobó tornou-se município em 1985 e, aproveitando a fama do nome, foi batizado de Canudos, tornando-se assim a terceira cidade com este nome.
Sua economia é baseada na criação de caprinos e ovinos e na agricultura de subsistência. Destaca-se também pelo turismo, que, apesar de ser uma área castigada pela seca, a região tem belezas naturais impressionantes.
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