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Comissão da Verdade promove audiência

Publicado em: 20/03/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

No evento, comandado por Marcelino Galo, discutiu-se a preparação da sessão solene do dia 31
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Com a finalidade de proporcionar a todas as entidades que trabalham nas pesquisas e investigações sobre o período do golpe militar de 1964 um  amplo debate, a Comissão Especial da Verdade, presidida pelo deputado Marcelino Galo (PT), promoveu ontem pela manhã, na Assembleia Legislativa, uma audiência pública bastante concorrida.
Um dos principais objetivos do evento também foi a discussão sobre os preparativos e  mobilização para a sessão solene que devolverá, simbolicamente, no dia 31 deste mês,  os mandatos dos 13 deputados estaduais baianos, cassados durante a ditadura militar entre 1964 e 1985.
Esse ato público promovido pela Comissão da Verdade tem a cooperação da Fundação Pedro Calmon, que realiza uma minuciosa análise sobre a ditadura e seus efeitos para a sociedade brasileira.
“Primeiro, nós transformamos a sessão ordinária da comissão em audiência pública para que todos os representantes das entidades que trabalham nas pesquisas e investigações sobre o golpe militar tivessem a oportunidade de compartilhar com a gente sobre a sessão que considero histórica para o Poder Legislativo baiano e que será realizada no dia 31. O evento fará parte da semana para rememorar o cinquentenário do golpe militar no Brasil e para que a sociedade brasileira não esqueça e não permita que jamais volte a acontecer”, afirmou Marcelino Galo.
Destacando também o seminário que acontecerá entre os dias 24 a 28 deste mês, no Teatro Castro Alves, com a presença de convidados como o vereador Waldir Pires, o jornalista Franklin Martins e muitos outras figuras de nível nacional e do movimento que combateram a ditadura militar com o tema” Tortura Nunca Mais, Ditadura Nunca Mais”, o deputado Marcelino Galo comentou. “O golpe militar foi pensado, estruturado e financiado pelos Estados Unidos. O golpe interrompeu a construção de uma nação justa, fraterna igualitária. A gente vê  uma articulação  da direita. Há um movimento forte para rememorar o golpe militar, como se isso fosse algo de bom. Isso contraria nosso entendimento, pois na ditadura se cassou, torturou, assassinou e expulsou. Por isso queremos fazer um ato muito forte, no dia 31 deste mês, na Assembleia Legislativa, às 9h, no auditória do Edifício Anexo Senador Jutahy Magalhães”.
Marcelino Galo fez um balanço minucioso de todas as atividades da comissão que preside, destacando as oitivas que foram realizadas com os parlamentares estaduais cassados durante o golpe militar, principalmente nos anos de 64 e 69, citando que todo esse importante trabalho de resgate da história no período da ditadura pelo colegiado cumpriu esse grande objetivo da Comissão da Verdade, com muita justiça.
Na audiência pública estavam presentes dirigentes do Movimento Levante Popular da Juventude, Consulta Popular, Por Moradia Digna, DCE da Universidade Federal da Bahia, Estudantes de Direito da Unijorge, jornalistas representantes da Associação Baiana de Imprensa, entre outros. 



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