A Dança foi homenageada durante toda a semana com a realização de diferentes atividades na Assembleia Legislativa, culminando com a sessão especial que ocorreu na manhã de ontem, no plenário da Casa, proposta pelo deputado Marcelino Galo (PT). O proponente evidencia que todos esses momentos foram para, além de festejar o Dia Internacional da Dança, comemorado no próximo dia 29 de abril, dar maior visibilidade a área, ressaltando as suas demandas e importância. “A Dança precisa de políticas públicas para apoiá-la e desenvolver esta atividade tão importante”, declarou o parlamentar.
Logo no início da sessão, foi prestada uma homenagem a estudante que sonhava em ser dançarina Kamila dos Santos. Ela morreu no dia anterior ao evento, ao cair de um ônibus, na Região Metropolitana de Salvador. Ao invés de um minuto de silêncio, todos os presentes aplaudiram de pé por um minuto. Essa forma diferente de se expressar, é o que a dança propõem e tem feito. “Estamos aqui trazendo numa nova linguagem, o que já dançamos faz tempo”, disse Matias Santiago, representante do governo do Estado, que defende uma qualificação do discurso e a legitimação das políticas públicas voltadas ao segmento.
Neste sentido, Santiago destacou os Colegiados Setoriais que representam cada uma das linguagens artísticas, dentre elas a Dança, e têm o papel de orientar as decisões políticas voltadas a cada área; e a elaboração do Plano Setorial da Dança, o qual entende como fundamental para a efetivação de mecanismos para o fortalecimento do setor. “Estamos construindo um plano para 10 anos de Dança em nosso estado. Vocês jovens devem se engajar no processo”, disse Fátima Suarez, da Associação das Escolas de Dança da Bahia, e ressaltou que o reflexo do que está sendo feito agora só será percebido anos a frente. Para Nide Nobre, representante da Secretaria de Educação do Estado, a educação e a cultura devem andar juntas, devendo ser cada vez mais fomentadas as ações que interliguem as duas secretarias.
INAUGURAÇÃO
O diretor teatral Fernando Guerreiro, que confessou sua admiração pela Dança, sempre presente na sua trajetória de mais de três décadas de dedicação às artes cênicas, se surpreende pelo fato da Bahia não ser um polo de musicais. “No segundo semestre, inauguraremos o Teatro Gregório de Matos. E quero transformá-lo num teatro de musicais”, afirmou Guerreiro. A notícia foi recebida com muita expectativa pelos profissionais da Dança que acreditam na prosperidade da área na Bahia, através da comunhão de ações promovidas pelas diversas esferas do Poder Público, associações, sociedade civil e através de cada um que vive a Dança.
MESA
Ao lado do deputado Marcelino Galo (PT), estiveram presentes à Mesa de Honra o coordenador de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), representando o governo Estado, Matias Santiago; a coordenadora de Projetos Intersetoriais e representante da Secretaria de Educação do Estado, Nide Nobre; e Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Matos, representando a Secretaria Municipal de Cultura de Salvador. E ainda, Fátima Suarez, da Associação das Escolas de Dança da Bahia; Suki Villas Bôas, do Colegiado Nacional de Dança; e Fábio Paz, do Conselho Estadual de Cultura.
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