“O desmonte do Banco do Brasil interessa aos bancos privados e não à população”. Essa afirmação do presidente do Sindicato dos Bancários, Augusto Vasconcelos, deu início a um amplo debate ontem, à tarde, na audiência pública solicitada pelo deputado Fabrício Falcão (PC do B) e realizada com a presença de lideranças da categoria, de vários municípios e outros Estados.
O evento foi realizado nas salas das comissões deputado Luís Cabral e Herculano Menezes, na Assembleia Legislativa, com a finalidade de denunciar os prejuízos que o Brasil deverá ter nos próximos meses, quando o Governo Federal irá reestruturar o Banco do Brasil, fechando agências, reduzindo quadro de funcionários e acabando com incentivos de inclusão.
“O governo federal vai fazer um desmanche dos seus órgãos. E a PEC 55 atingirá também a Caixa Econômica Federal e os Correios além de outros órgãos do serviço público. Na Bahia serão fechadas 10 agências e outras 33 serão transformadas em simples postos de atendimento, além da demissão de nove mil funcionários”, disse Augusto Vasconcelos, já solicitando ao deputado Fabrício Falcão, uma sessão especial na reabertura dos trabalhos legislativos em 2017, no plenário da Casa com a presença de todos os parlamentares.
Os líderes sindicais estão até o início de fevereiro realizando uma série de audiências públicas no municípios baianos, iniciando por Feira Santana, ainda hoje, Vitória da Conquista, Conceição de Feira, Serrolândia e outros.
O deputado Fabrício Falcão ressaltou durante os debates a grave ameaça a concessão do crédito agrícola e as longas filas que os clientes terão com o fechamento das agências em todo o Estado, principalmente os idosos além do fato de que as agências atingidas e dinamitadas pela falta de segurança, não serão reabertas.
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