O respeito à diversidade e o combate às formas de discriminação que envolvem gênero, sexualidade e relações étnico-raciais foram pauta de uma Conferência Livre realizada na manhã de ontem, dia 13, na Assembleia Legislativa. Coordenada pela Bancada Feminina e a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, em parceria com de diversas organizações, a atividade reuniu parlamentares, representantes de universidades, estudantes, movimentos feministas, sociais e da luta LGBT.
O objetivo da conferência foi reunir informações, recomendações e sugestões que serão levadas à Conferência Estadual de Educação que será realizada no próximo ano. As discussões devem integrar a categoria Diversidade, do Plano Estadual de Educação.
“Gênero tem sido um dos grandes campos de batalha desse momento e não é à toa porque essa questão é fundamental para termos uma sociedade mais igualitária e democrática”, afirmou a coordenadora do Núcleo Interdisciplinares Sobre a Mulher (Neim/Ufba). A professora criticou os argumentos religiosos que prevaleceram na ocasião do debate do Plano de Gênero e Educação e frisou a necessidade de uma maior articulação intersetorial em torno das pautas da diversidade e de gênero, bem como a criação de uma semana estadual para tratar do tema.
Líder da Bancada Feminina, a deputada estadual Neusa Cadore falou da violência de gênero e da importância de se debater a raiz do problema. “Nós acreditamos que a escola é um espaço importante para desconstruir a cultura machista e patriarcal, para formar mulheres e homens que respeitem a diversidade”. A parlamentar sugeriu ao Neim a ampliação do Curso de Gênero e Diversidade, ação que tem sido realizada na formação de professores em diversas regiões.
“Venho colocar o apoio da Defensoria para debelar essa onda reacionária que tem se instalado em alguns poderes e nos fortalecer para enfrentar os projetos terríveis que se encontram nesta Casa”, ressaltou a defensora Pública, Firmiane Venâncio.
Educadora Popular da Escola de Formação Quilombo dos Palmares, Luciana Mota propôs a realização de debates itinerantes. “Precisamos alcançar outras vozes e construir o diálogo nas nossas comunidades”. A opinião foi compartilhada pelo presidente do Fórum Estadual de Educação, Marcius Gomes. “Precisamos fazer o enfrentamento em todos os espaços em que militamos, pois o momento é agora. As Conferencias Livres são espaços estratégicos para isso precisamos e o que estamos fazendo é um trabalho colaborativo”.
Durante a atividade foram feitas várias críticas ao PL 22.555/2017, de autoria do deputado Pastor Isidório, que trata da proibição de dinheiro público em ações alusivas à questão de gênero.
Compuseram a mesa dos debates a representante do Fórum Estadual de Educação, professora Maria Couto; do Conselho estadual de Educação, Ana Tércia Contreiras; a pesquisadora do Grupo de Cultura e Sexualidade (CUS/Ufba), Marilu Dantas; Socorro Noronha, da Escola do Legislativo da Câmara Municipal de Salvador. A atividade foi coordenada pela deputada Luiza Maia e contou com a presença dos parlamentares Bira Corôa, Maria del Carmen, Fátima Nunes, da ouvidora geral da Defensoria Pública do Estado, Vilma Reis; dentre outras autoridades.
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