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ALBA reconhece as realizações de Etelvir Dantas ao conceder título de cidadania

Publicado em: 11/01/2018 00:00
Editoria: Diário Oficial

O presidente Angelo Coronel convidou a esposa do homenageado, Cleonaide, e os dois filhos presentes para entregar a honraria juntamente com Eleusa
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Além da produção de leis que garantem o direito da população baiana, a Assembleia Legislativa da Bahia atua também no reconhecimento às personalidades de outros estados, que trabalharam em prol do desenvolvimento do nosso estado, na atualidade ou no passado. Para estas personalidades os deputados apresentam projetos que concedem o título de cidadão baiano. No ano passado a ALBA entregou 18 títulos de cidadania baiana. A partir de hoje, uma nova série será lançada no Diário do Legislativo. A série “Os novos baianos”, que tem como objetivo demonstrar o reconhecimento da ALBA a essas personalidades. Para abrir a série vamos falar do ex-deputado Etelvir Dantas, cearense de nascença e agora legítimo baiano, por tudo que fez pela nossa terra. 


O empresário do agronegócio no São Francisco e Oeste da Bahia, Etelvir Dantas, pioneiro no ramo alcooleiro no estado, comerciante, deputado estadual e federal em legislaturas consecutivas com votação significativa, ficou tão emocionado com a homenagem que a Bahia lhe prestou através de seus representantes (por unanimidade) tornando-o baiano de fato e de direito, que não conseguiu segurar as lágrimas ao agradecer da tribuna da Assembleia Legislativa o título de Cidadão Baiano que acabara de receber. A emoção foi maximizada pelo fato do “grande amigo” Angelo Coronel ser o autor do projeto de resolução que lhe proporcionou “a alegria”, e pela presença dos filhos e da esposa, Cleonaide, “sua fonte de inspiração”.

Com o plenário e galerias lotados, a sessão foi dirigida pelo deputado Angelo Coronel, que quebrou o protocolo e estendeu a palavra a alguns amigos do homenageado que vieram de diferentes partes do Brasil. O presidente do Legislativo fez profissão de fé na antiga amizade que o une a Etelvir Dantas há décadas, ressaltando o seu empreendedorismo numa breve exposição das muitas empresas  criadas por ele, algumas pioneiras. O deputado Angelo Coronel também falou do homem generoso e do amigo fiel, que estava naquele momento obtendo o “devido reconhecimento da terra que o adotou, pois ele chegou a Juazeiro da Bahia em 1935 com apenas 6 anos de idade”.

O discurso emocionado de agradecimento foi por diversas vezes interrompido pelo choro e pela voz embargada, “com coração saindo pela boca”, o ex-deputado agradeceu a homenagem, saudou carinhosamente a todos os integrantes da Mesa, a esposa Cleonaide Pedrosa
 Torres, e traçou um resumo emocionado da sua vida, trazendo à tona as poucas e longínquas lembranças de Saboeiro, sua cidade natal no Ceará, de onde saiu muito jovem. Aos 82 anos, relembrou a vida difícil daquela época e a chegada à Bahia, levado pelo pai junto com a família para Juazeiro.

“O Rio São Francisco é meu berço, minha alma, minha vida”, declarou Etelvir Dantas da tribuna do plenário, onde subiu pela primeira vez depois de 35 anos do último discuso lá proferido, quando ainda era deputado estadual eleito pela extinta Arena. “Deixando a emoção fluir”, Etelvir Dantas recordou todos os desafios que surgiram, foram enfrentados e vencidos ao longo da vida, um deles o de transportar cerca de 80% do cimento que construiu a barragem de Sobradinho e o pioneirismo também ao investir no agronegócio na Região Oeste ainda na década de 70 do século passado.

Esta honraria foi proposta pelo deputado Angelo Coronel (PSD) há dois anos, mas o homenageado “adiou para se preparar para aquele momento”. A sessão se iniciou com a composição da mesa de honra e a formação da comissão de recepção ao homenageado, composta pelas amigas Eleusa, Eudésia e Cristiane. Ele entrou no plenário ao som de Tocando em Frente, música de Almir Sater e Renato Teixeira. Aplaudido de pé, Etelvir não escondeu o seu contentamento.

Afinal, estavam ali, para homenageá-lo, autoridades de ontem e de hoje, além de familiares e amigos de uma vida inteira. Entre eles, oito ex-deputados que compuseram com Etelvir a 9ª Legislatura: Genebaldo Correia, Jayme Vieira Lima, João Emílio, João Leão, Miguel Abrão, Archimedes Pedreira Franco, Clemenceau Teixeira e Cleraldo Andrade. Abraços fortes e aplausos calorosos foram distribuídos à mancheia e o presidente Angelo Coronel brincou, revelando a preocupação de que as lágrimas que molharam a face de Etelvir ao longo de toda a cerimônia fossem usadas para a transposição do Rio São Francisco.

Em todos os pronunciamentos, o perfil ativo e trabalhador de Etelvir ficou bem definido. De origem humilde, no sertão do Ceará, o próprio homenageado descreveu um traço de sua personalidade. “Sempre quis ser o primeiro” e assim foi em toda a fase estudantil. Ele começou a trabalhar no Banco Econômico e, mesmo dando expediente comercial, não interrompeu os estudos. Obteve, em seguida, a primeira colocação no concurso do Banco do Brasil, entre 20 mil inscritos, sonhando em presidir o banco, mas preferiu arriscar tudo no comércio. Pediu licença de 90 dias para abrir uma “bodega” e não voltou mais.

A esposa Cleonaide, o amigo cearense Francisco Almeida, os conterrâneos de Juazeiro, coronel PM Josué Brandão e o tenente-capitão da Marinha, Luís Daniel Pereira, ocuparam a tribuna para dar o testemunho dessa trajetória vitoriosa. O presidente convocou o jovem Etelvir Filho para fazer a entrega do título juntamente com a esposa e inspiradora Cleonaide. Empolgado, o homenageado ficou de pé para cantar Tareco e Mariola e Espumas ao Vento. “Esse título só podia ter sido proposto por alguém com coração grande”, disse muito agradecido ao grande amigo. Para ele “é de homens como Angelo que a Bahia e o Brasil precisam”.

Cada um dos amigos recebeu uma menção do homenageado. “O trabalho extraordinário para a Bahia do Instituto Assembleia de Carinho, presidido por Eleusa Coronel, não foi esquecido nem por ele, nem por Cleonaide. O deputado federal Elmar Nascimento foi lembrado como “amigo de todas as horas” e o diretor superintendente do Sebrae, Jorge Khoury, como o ex-deputado que o sucedeu na Câmara. Citou Misael Aguilar, o filho e o neto. Cleraldo Andrade que o saudou em nome dos colegas foi tratado como “amigo de todas as horas.”

Etelvir Dantas foi deputado estadual entre 1979 e 83, pela Arena, assumindo uma cadeira na Câmara dos Deputados na eleição seguinte já pelo PDS. Ele já havia recebido títulos honoríficos das cidades de Curaçá, Bom Jesus da Lapa e Juazeiro. No ramo empresarial se notabilizou como empreendedor da rede Pinguim S.A. Atuou também no setor agropecuário, de alimentação e combustíveis, refrigeração, dentre outras atividades.
Segundo ele, cerca de 80% do cimento utilizado na Barragem de Sobradinho foi transportado por ele de Salvador até o canteiro de obras. Tinha por lema “um homem chamado trabalho”. Graduado em contabilidade, é pai de Elder, Eber, Lucy, Eder, Luciene e Etelvir Filho.


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