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ALBA reconhece luta democrática de Eliana Bellini Rolemberg

Publicado em: 17/01/2018 00:00
Editoria: Diário Oficial

Homenagem à diretora da Coordenadoria Ecumênica de Serviços foi proposta por Neusa Cadore
Foto: Arquivo/Agência-ALBA
“Eliana tem o espírito revolucionário de Maria Quitéria, Dilma Rousseff, Maria da Penha...!”. Foi assim que a deputada Neusa Cadore (PT) iniciou seu discurso na sessão especial “Democracia e Direitos Humanos”, evento no qual Eliana Bellini Rolemberg recebeu o Título de Cidadã Baiana. A sessão, realizada no plenário da Assembleia Legislativa, contou com a participação de políticos, sindicalistas, lideranças e integrantes de movimentos sociais. Segundo Neusa Cadore, a homenagem a Eliana não poderia ocorrer em outro mês, senão em março, o mês da mulher.

“Março é um mês muito simbólico para as mulheres. E muito nos orgulha poder conceder esse título a Eliana, uma militante incansável na defesa da igualdade social e da democracia”, afirmou a autora da homenagem. A deputada ainda enfatizou que “luta” é a palavra mais apropriada para falar de Eliana. “Pela incansável militância por um mundo melhor, pela resiliência para superar as torturas que sofreu durante a ditadura militar, pelo compromisso com os movimentos sociais e pelas batalhas para superar a intolerância religiosa”, disse a petista.

Eliana Bellini chegou à Bahia nos anos 80, após o período da ditadura militar. Tornou-se diretora da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (Cese), onde desempenhou papel de destaque no fortalecimento do diálogo inter-religioso no Brasil. Sua militância contribuiu para a emancipação das populações mais vulneráveis e para o desenvolvimento da Bahia.

DIVERSIDADE

Com o plenário lotado de movimentos de luta pela terra, da igreja, de mulheres, religiosos e de juventude, o ex-deputado Emiliano José, então superintendente de Direitos Humanos do Estado da Bahia, destacou que a luta de Eliana garante a multiplicidade de participação de movimentos sociais na homenagem. “Há toda essa pluralidade neste plenário, porque a luta do povo é a história da vida dela”, disse. Também presente na sessão, a secretária Fabya Reis disse que o processo de militância dialoga com as coletividades. “E que este é o valor da defesa da democracia”, completou.

RETROCESSO

Para a homenageada, era imprescindível que a homenagem fosse politizada e isso foi seguido pelos diversos oradores presentes. Neusa Cadore destacou a luta de Eliana para combater o avanço ao conservadorismo. Catarina Lopes, do Centro de Estudos e Ação Social (Ceas); Ruben Siqueira, da Comissão Pastoral da Terra e João Pedro Stédile, do MST, afirmaram que é necessário ter exemplos como o de Eliana.

“Mais do que nunca precisamos falar da democracia e dos direitos humanos. A democracia brasileira está sendo golpeada e é importante criticar o projeto Escola Sem Partido, que é um grande esforço para destruir a verdadeira educação. Precisamos garantir que a diversidade possa se expressar e reivindicar seus direitos”, afirmou Eliana Rolemberg. A ativista e nova cidadã baiana fez um apelo para que a Bahia resgate a democracia, assim como fez em outros momentos históricos. “Não podemos deixar que nenhum direito conquistado seja perdido”, concluiu.


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