O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel(PSD) lamentou o brutal assassinato de Márcio Oliveira Matos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, MST, ocorrido na noite da última quarta-feira, em sua casa em Iramaia, em frente ao filho de apenas seis anos de idade. O presidente da ALBA apresentou moção de pesar à Secretaria Geral da Mesa manifestando a sua certeza de que a Secretaria de Segurança Pública – como exige o governador Rui Costa –, identificará e prenderá os culpados dessa selvageria que tem todas as características de ser um crime de mando, “uma açã ;o primitiva, incompatível com a cidadania e com os avanços que defende nas relações políticas e fundiárias da Bahia nesse início do terceiro milênio”.
O deputado Angelo Coronel se solidarizou com familiares e amigos de Márcio Oliveira Márcio, o Marcinho do MST, “rogando a Deus que conforte a todos submetidos a essa perda tão brutal, mas que terão para sempre a memória dos inúmeros momentos bons desfrutados ao lado desse líder camponês sempre agiu de forma proativa na política em busca do progresso com justiça social, especialmente com relação aos problemas agrários”. Ele foi manifestar o seu luto e dor na companhia do governador Rui Costa no velório, realizado em Vitória da Conquista, cidade circunvizinha ao local do crime. Márcio Oliveira Matos exercia o cargo de secretário de Administração em Itaetê, distante apenas 23 quilômetros de Iramaia.
O militante do MST era filho do ex-deputado estadual Jadiel Matos, também ex-prefeito de Vitória da Conquista, político progressista também com forte ligação com o campo, lembrou o presidente Angelo Coronel na moção de pesar que elaborou, destacando ainda o fato dele (Márcio) ter sido o mais jovem dirigente nacional do MST na história do movimento – tinha apenas 21 anos. Acrescentou que Márcio atualmente era dirigente estadual do MST e louvou a coerência dessa liderança “tão precoce, brutalmente retirada do nosso convívio, registrando que o crime aconteceu no
Assentamento Boa Sorte, em Iramaia, onde residia com a família tendo como vizinhos seus companheiros do MST e das causas populares”.
O deputado Angelo Coronel se associou à pungente nota divulgada pelo MST, que relaciona esse assassinato com o recrudescimento da violência no campo, “uma involução que não será sedimentada, pois o governador Rui Costa adotou as medidas cabíveis para reprimir essas iniciativas e levar ao banco dos réus todos os envolvidos nesses episódios tristes, como ocorrerá com os sicários que perpetraram esse assassinato absurdo”.
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