Os deputados que compõem a Bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa manifestaram apoio a secretária Olívia Santana, vítima de racismo no último dia 3, em evento no Hotel Catussaba por meio de moção apresentada na ALBA, pelo líder da bancada Joseildo Ramos e subscrita por todos os petistas .
A moção fala um pouco da trajetória da secretária. “Filha de uma trabalhadora doméstica com um marceneiro, Olívia nasceu em uma família pobre, em uma ocupação no Alto de Ondina, onde teve uma infância de carência extrema. Aos 14 anos de idade, começou a trabalhar como faxineira em uma escola particular para auxiliar no orçamento familiar. Sua história sofreu a primeira grande mudança em 1987, quando passou no vestibular da Universidade Federal da Bahia para Pedagogia e deixou o emprego de faxineira do Colégio Universo do Guri para dedicar-se aos estudos. Já na graduação, ingressou no movimento estudantil através de inserções no centro acadêmico de educação e no Diretório Central dos Estudantes da Ufba”.
Olívia Santana foi militante histórica do movimento negro, foi dirigente da União dos Negros pela Igualdade (Unegro), secretária Municipal de Educação de Salvador, vereadora da capital durante três mandatos, secretária Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia, sendo a atual secretária de Trabalho, Emprego e Renda do governo da Bahia. Integra o Fórum das Mulheres Negras e o Conselho de Promoção da Igualdade Racial.
Em 2007, foi instituído o 21 de janeiro como “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa” pela Lei 11.635/07. Esta norma federal, foi inspirada na Lei 6.464/04 do Município de Salvador que teve a sua gênese no projeto de autoria de Olívia Santana da criação do “Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa”. Em 2012, Olívia foi candidata a vice-prefeita de Salvador na chapa do deputado federal Nelson Pelegrino.
Durante toda a sua vida, Olivia Santana combateu a discriminação, a intolerância, a violência de gênero e o racismo institucional. É uma das grandes vozes de nosso tempo, na promoção dos direitos humanos e na permanente defesa dos grupos excluídos e socialmente vulneráveis.
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