MÍDIA CENTER

Fabíola reage ao assassinato brutal da vereadora Marielle Franco

Publicado em: 16/03/2018 00:00
Editoria: Diário Oficial

?Não podemos nos calar diante de um crime como esse?, disse Mansur
Foto: Arquivo/Agência-ALBA
A deputada Fabíola Mansur (PSB) apresentou na  Mesa Diretora da Casa uma moção de pesar pelo falecimento da vereadora pelo Rio de Janeiro Marielle Franco, ocorrido nesta quarta-feira, 14 de março.

Marielle Franco foi morta a tiros dentro de um carro na região central da capital fluminense.

“Uma guerreira assassinada pela força bruta. Tiraram a vida de Marielle Franco, uma mulher que dedicou a sua vida lutando contra a injustiça e pelos direitos humanos. Não podemos nos calar diante de um crime como esse”, declarou a deputada, acrescentando que estava empenhando “solidariedade aos amigos, familiares da vereadora e do motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, que também foi baleado e morreu”.

Em sua justificativa, Fabíola destacou que Marielle Francisco da Silva era mulher, negra, mãe, feminista, socióloga e “cria da favela”, como ela mesmo gostava de dizer. Nascida no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, em 27 de julho de 1979, graduou-se em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e tornou-se professora e pesquisadora respeitada. Depois virou mestre em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

A vida da política foi dedicada à militância na defesa dos direitos humanos e contra ações violentas nas favelas. Uma luta impulsionada após a morte de uma amiga, vítima de bala perdida, durante um tiroteio envolvendo policiais e traficantes de drogas na favela onde nasceu.

Quinta vereadora mais votada em sua primeira eleição, com 46.502 votos, Marielle Franco era crítica da intervenção federal no Rio de Janeiro. Ela havia assumido a função de relatora da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio, criada para acompanhar a atuação das tropas na intervenção e no dia 10 de março deste ano denunciou em seu perfil a ação truculenta de policiais do 41º Batalhão de Polícia Militar contra os moradores do bairro de Acari.

“Este crime representa um grave atentado contra a democracia. Uma mulher, negra, mãe e defensora da igualdade, nascida e criada na Maré, foi assassinada. Não vamos nos calar diante dessa brutalidade. Queremos imediata apuração dos fatos, a verdade”, declarou Fabíola. 



Compartilhar: