A decisão do Ibama de interditar todos os campos de pouso e decolagem das maiores propriedades rurais da Região Oeste do Estado, inclusive punindo com multas que chegam a $50mil, está preocupando os integrantes da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Eduardo Salles (PP).
A apreensão aumenta porque esses campos servem principalmente para uso dos aviões de pequeno porte que fazem a pulverização da produção de grãos, “neste momento em que a Bahia está prestes a bater recordes nacionais na colheita de safras, como é o caso do algodão”, avaliou.
Os parlamentares temem pelas doenças que possam trazer grandes prejuízos e lamentaram a ausência do superintendente do Ibama na Bahia na audiência marcada para ontem pela manhã. O diretor do órgão afirmou que só poderá atendê-los, quando a equipe do Ibama que está na região fazendo a intervenção retornar.
“O Ibama resolveu com atitudes arbitrárias interditar os campos de pouso e decolagem das propriedades rurais, sem ao menos realizar uma campanha educativa para depois fazer sua campanha punitiva. E o pior que os punidos arbitrariamente não têm condições de defesa. Isso acontece num momento que estamos na época da colheita da safra de algodão e isso pode causar danos não só à Região Oeste, mas também à Bahia. Tentamos uma reunião com o superintendente do Ibama, mas ele só quer receber a comissão quando sua equipe acabar a implacável fiscalização”, disse Salles.
O parlamentar, com total apoio dos colegas, acrescentou que o Ibama está se baseando num antigo decreto que só existe para o órgão na Bahia “quando a agro pecuária da região está num momento importante, inclusive para alcançar recordes de produção de safra”, afirmou Eduardo Salles, no que foi apoiado pelos deputados Carlos Ubaldino (PSD) e também pelo representante da região Oeste, Antonio Henrique (PP).
CACAU
Preocupado com a situação, o deputado Fábio Souto (DEM) voltou a denunciar a fiscalização dos governos Federal e Estadual no que se refere a importação do cacau procedente da África. “Existe uma grande preocupação em toda região cacaueira, pois os produtores não resistiriam a novas doenças como a vassoura de bruxa, que destruiu toda produção por muito tempo”, disse.
“Agora”, continuou, “num momento de recuperação aparece a importação e o perigo de pragas, pois a fiscalização não está sendo rigorosa no Porto de Ilhéus. Estão sendo apontadas muitas falhas na fiscalização e os governos Federal e Estadual precisam adotar medidas urgentes pois a região não vai aguentar uma nova crise com doenças oriundas do cacau importado”, reivindicou o parlamentar.
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