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Comissão da Igualdade celebra Dia Internacional da Luta Campesina

Publicado em: 18/04/2018 00:00
Editoria: Diário Oficial

Bira Corôa elogiou a atuação do MST na luta pela reforma agrária no Brasil
Foto: NeusaMenezes/Agência-ALBA
Em um momento político turbulento, o deputado estadual Bira Corôa Lula da Silva presidiu, na manhã de ontem, dia 16, um ato bastante representativo para a luta por justiça e igualdade ao reunir dirigentes, membros do Movimento Sem Terra (MST/BA), representantes do Governa do do Estado e a sociedade civil no plenário da Assembleia Legislativa. 

Por iniciativa do seu mandato, aconteceu, pelo terceiro ano consecutivo, a sessão especial em celebração ao Dia Internacional da Luta Campesina. Na ocasião, foi remorada ainda os 22 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, o assassinato de Marcio Matos – em janeiro deste ano –, além  de destacar as injustiças da prisão do ex-presidente Lula. As palavras de ordem #LulaLivre permearam toda a sessão.
“O verdadeiro proponente deste ato são vocês, que dia a dia lutam pelo direito à terra”, disse Bira Corôa aos membros do MST no início de sua fala. “A luta pela terra não é privilegio de alguns, mas um direito fundamental. O nosso processo histórico escancara que as terras brasileiras foram usurpadas, tomadas na base da força dos grandes monopólios e grandes latifúndios, pela especulação imobiliária e outras violências. Por isso, é válido repetir que a reforma agrária continua sendo urgente e necessária e se constitui numa importante base para um Brasil justo e cada vez menos desigual”, completou o parlamentar. 

Representando a direção estadual do MST, Dejacira Araújo ressaltou os desmontes das políticas sociais voltadas ao homem e à mulher do campo, bem como a crescente violência e número de homicídio de lideranças a partir do ano de 2016, pós golpe que tirou do poder a presidenta Dilma Rousseff. “Com Lula e Dilma experimentamos políticas públicas de demarcação de terras. Hoje revivemos um estado de vergonha social e de contradição. Vivemos  num país de terra abundante, de mão de obra farta e somos obrigados a ver a população sofrendo. Estamos dispostos a seguir em luta contra os projetos de morte, como o envenenamento dos nossos alimentos, o comprometimento do meio ambiente. Só vão acabar com o MST no dia que fizerem a reforma agrária”, disse. 

Já Tássio Brito, chefe de gabinete do deputado federal Valmir Assunção também pontuou a atual conjuntura política nacional do Brasil. Segundo ele, é um momento de reflexão para a luta, para a luta da esquerda. “Estamos vivendo um forte recrudescimento contra a luta popular, no campo e na cidade”. 

A mesa contou ainda com a presença de Itana Suzart, do levante Popular da Juventude; Marivaldo Dias e Raimundo Bujão, representantes da Serin e Sepromi, respectivamente. Também fizeram intervenção Deyvid Bacelar, o qual ressaltou a luta dos petroleiros frente a tentativa de desmonte e privatização da Petrobrás e Tião, da coordenação estadual do MST Bahia, que falou sobre  as ocupações nas regiões sul e extremo sul. 


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