O deputado Augusto Castro (PSDB) foi eleito ontem pela manhã, durante sessão ordinária da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos coordenador da Subcomissão de Meio Ambiente em Defesa dos Rios do Estado da Bahia, com cinco dos seis votos dos presentes. Esta subcomissão foi criada por iniciativa do próprio parlamentar através do Requerimento 9.126/2018 e a mesma contará como mais três componentes definidos também em comum acordo entre os integrantes do colegiado. Foram escolhidos os parlamentares Joseildo Ramos Lula (PT), Marcelino Galo Lula (PT) e Antonio Henrique (PP).
Augusto Castro destacou que um dos maiores objetivos será “trazer a sociedade em geral para os debates que serão travados na Assembleia Legislativa, afim de preservar e cuidar da sobrevivência dos mesmos. A cidade de Itabuna, por exemplo, só tem 15% de saneamento básico e a situação do Rio Cachoeira é vexatória assim como o Rio Pardo em Itapetinga e tantos outros rios que estão morrendo a cada dia. Não houve prioridade do Governo Federal nos últimos anos. São todos os rios do Estado e precisamos preservar urgentemente suas nascentes, sem esquecer a situação do Rio São Francisco, destaque no cenário nacional”, disse Augusto Castro.
Durante a reunião, os deputados debaterem e demonstraram uma grande preocupação com a situação para privatização da Chesf. O deputado Zó (PC do B), que preside a Comissão de Assuntos Territoriais, anunciou que seu colegiado irá instalar na próxima quarta-feira uma Frente Parlamentar em Defesa do Rio São Francisco. Joseildo Ramos, por sua vez, criticou o fato de um deputado federal da Bahia ser o relator numa comissão da Câmara dos Deputados no processo de privatização da Chesf, assinar a sentença de morte do Rio São Francisco.
“Querem transformar o uso da água em mercadoria. São vários rios baianos que precisam ser perenizados. O Rio Joanes com as chuvas está numa faixa aceitável mas precisamos conversar com a Embasa sobre a vazão ecológica”. O deputado Marcelino Galo Lula voltou a exigir providências para o absurdo de retirada clandestina de areia das dunas no Parque Estadual dos Comunidades de Abrantes e Jauá, no município de Camaçari. Este foi criado em 1977 e não está recebendo a devida fiscalização e conservação por parte das autoridades. O eputado Antonio Henrique voltou a lembrar a situação dos rios Corrente e Grande da região Oeste do Estado, que atravessam também muitas dificuldades.
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