Com a saída da deputada Luiza Maia (PT) do Parlamento baiano para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, as deputadas tiveram que eleger nova presidência para a Comissão de Direitos da Mulher. Por unanimidade, foi eleita Mirela Macedo (PSD) como presidente e Maria del Carmen (PT) para ocupar a vice-presidência.
Com apenas 1 ano e 5 meses de trabalho na ALBA, a deputada Mirela acredita que o colegiado é de extrema importância para o coletivo feminino. “É uma honra assumir a vaga deixada por Luiza Maia, que ocupou a presidência com maestria, e de forma aguerrida”. A parlamentar se compromete em dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado na comissão.
A nova presidente do colegiado reconhece as desigualdades entre homens e mulheres no mercado de trabalho e também nos espaços públicos e de representatividade. Para a nova vice-presidente, Maria del Carmen, a comissão faz a diferença na Casa e tem papel fundamental no combate às desigualdades de gênero.
A parlamentar Fabíola Mansur (PSB) lembrou que o percentual de mulheres na Bahia equivale a 52% da totalidade da população e ainda assim o número de representantes no Parlamento é ínfimo. Para Fabíola, Mirela honra com a pauta da luta feminina.
Por iniciativa de Fabíola, a comissão prestou homenagem a Luiza Maia apresentando moção de aplausos pelo desempenho à frente do colegiado.
Durante a reunião, a advogada Andrea Marques, presidente da Comissão de Mulheres da OAB, apresentou para as deputadas o projeto Mulheres do Brasil, formado pela empresária Luiza Trajano, que visa fortalecer mulheres empreendedoras.
O grupo apresentou o projeto para as parlamentares e solicitaram a apresentação de projeto de lei para criar cotas para mulheres em conselhos de administração de empresas públicas. Projeto semelhante foi aprovado no Senado Federal.
“A ideia do nosso projeto é criar o ambiente público mais propício para as mulheres. Como a maioria é dos cargos de alto escalão é composto por homens, eles se indicam e nós ficamos de fora”, disse Andrea.
A advogada apresentou dados da OAB que indica as mulheres como os primeiros lugares nos concursos públicos, na esferal estadual e federal e, ainda assim, a previsão de equiparação salarial entre homens e mulheres está previsto para daqui a 118 anos. “Já provamos que somos competentes, agora queremos ocupar o nosso espaço. Isso não é só bom para mulheres, é bom para o País”.
Neusa Cadore (PT) acredita que é de fundamental importância a ideia de mobilizar e fortalecer as mulheres. E que é preciso humanizar os espaços públicos que estão carregados de intolerância. Durante a reunião, foi lembrado que a deputada Neusa vai receber o título de cidadã baiana, no dia 7 de junho.
Ainda durante a reunião, as deputadas lembraram que hoje dia 17, é o Dia Mundial de Combate à Homofobia e aprovaram moção de apoio à causa.
Também participaram da reunião as deputadas Ângela Sousa e Ivana Bastos do PSD.
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