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Joseildo indica homenagem à data magna da Bahia

Publicado em: 17/05/2018 00:00
Editoria: Diário Oficial

Petista pretende que nova estação do Metrô se chame "Estação Aeroporto - 2 de Julho"
Foto: Arquivo/Agência-ALBA
 Denominar a nova estação do Metrô de Salvador de “Estação Aeroporto - 2 de Julho” é a proposição do deputado Joseildo Ramos Lula (PT), apresentada na Assembleia Legislativa,  como projeto de lei, em homenagem à história da Independência da Bahia.

 Este marco histórico, que tanto honra os baianos, começou a ganhar força no início de 1822, com o desejo da Bahia de romper com a Coroa, quando o rei de Portugal, D. João VI, tirou o brasileiro Manoel Guimarães do comando de Salvador, colocando o general português Madeira de Melo, no cargo. Com isso, ele queria reforçar o poder da Coroa sobre os baianos, mas a população não aceitou pacificamente.

“Os baianos foram às ruas para protestar, e entraram confronto com os soldados portugueses portugueses. Na busca pelos rebelados, que teriam se escondido no Convento da Lapa, os portugueses mataram a freira Joana Angélica. Os brasileiros que queriam a independência não se acovardaram. Depois da revolta de Salvador e Santo Amaro foi a vez da Vila de Cachoeira romper também com a coroa portuguesa”, explica o deputado Joseildo Ramos.

Os vaqueiros da cidade de Pedrão ficaram conhecidos pela bravura, pois armas de caça da Caatinga se transformaram em arma de guerra. Entre os voluntários, se destacou Maria Quitéria, que se vestiu de homem e lutou como soldado contra o domínio português. Na ilha de Itaparica, a defesa foi feita por pescadores armados de facões. Em São Paulo, D. Pedro I  declarou independência em 7 de setembro, mas na Bahia os portugueses resistiram.

“Canhões de Fortes da Baía de Todos os Santos foram roubados para armar a improvisada frota de saveiros, que enfrentaram a esquadra de Portugal. D. Pedro I enviou tropas mas foi o exército de voluntários que lutou em batalhas secretas. A pior delas: a de Pirajá. Cercados por terra e mar, os portugueses ficaram acuados em Salvador. Decidiram então abandonar a cidade e fugiram pelo mar, na madrugada do dia 2 de julho de 1823. Pela manhã, o exército brasileiro entrou vitorioso na cidade”, concluiu Joseildo Ramos.


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