O falecimento do ex-deputado Coriolano Sales consternou a Assembleia Legislativa. O presidente Angelo Coronel decretou luto oficial de três dias em reverência à “memória do homem público correto, do parlamentar aplicado, competente e cioso de seus deveres e do cidadão que dedicou os melhores anos da vida à Vitória da Conquista e à região Sudoeste que tanto amou”. Ele se solidarizou com familiares e amigos do ex-presidente do Legislativo e da Constituinte Estadual “nesse momento de dor e de separação”. Angelo Coronel apresentará ainda hoje uma moção de pesar em memória do ex-deputado Coriolano Sales para fixar nos anais da Assembleia a amplitude de sua ação política e parlamentar.
O ex-deputado Coriolano Sales fora acometido de um enfarte na última semana, agravado por problemas pulmonares e diabetes, não resistindo à cirurgia cardíaca exigida pela intercorrência. Lúcido até a preparação para a operação e cônscio do risco da intervenção, ele manifestou o desejo de ser sepultado no mausoléu da família no Cemitério da Paz. Ele completaria 76 anos em agosto e, ao contrário do que muitos pensavam dado à sua dedicação a Vitória da Conquista, nasceu em Santa Teresinha, no vale do Jiquiriçá, em 1943.
Coriolano Sales exerceu três mandatos consecutivos como deputado estadual, a partir de 1983, e outros três como deputado federal, a partir de 1991, mas sempre foi um militante político, mesmo antes de ingressar na Faculdade de Direito da Ufba, onde se graduou em 1970, pois foi líder secundarista e depois de formado teve forte atuação na Ordem dos Advogados do Brasil. Na Assembleia Legislativa exerceu a presidência no biênio 1987/1989 e a presidência da Constituinte em 1989. Integrou praticamente todas as comissões técnicas, foi vice-líder de sua bancada, a do PMDB, e relatou CPIs importantes como a do Condomínio Barro Preto, sendo ativo no processo de divisão territorial da Bahia – com a criação de cerca de 40 municípios a partir de 1985, alguns de grande peso econômico como Eunápolis e Teixeira de Freitas.
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