Uma cidade cuja história se confunde com a lavoura do cacau. Assim é Gandu, município do sul baiano que completa 60 anos de emancipação política no dia 28 de julho e foi homenageado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) pelo deputado Aderbal Caldas (PP) com uma moção de congratulações apresentada junto à secretaria Geral da Mesa. “Quando a promissora lavoura cacaueira despontava em nosso estado, nos princípios do Século XIX, muitos de seus pioneiros encontraram terras bastante propícias ao desenvolvimento da nova cultura e vieram se fixar justamente nos territórios que atualmente constituem o município de Gandu”, contou Aderbal na moção de congratulações à população do município.
De acordo com o deputado, a partir dessa época e até os dias atuais, a cacauicultura tem contribuído de modo significativo para o desenvolvimento local e de toda a região. “É importante que se ressalte ainda no campo agrícola, a crescente produção de banana e de mandioca, enquanto, por outro lado, na pecuária destacam-se os rebanhos bovinos, asininos e muares”, observou ele, no documento apresentado na Assembleia.
Aderbal contou ainda que, em junho de 1910, quando a área ainda pertencia ao outrora denominado município de Santarém, hoje de Ituberá, a Lei Estadual de n.º 793 elevou a localidade à condição de distrito. Depois, com a expansão da população, veio a se transformar, em 28 de julho de 1958, por força da Lei n.º 1008, no atual município de Gandu, tendo sua instalação ocorrida no dia 7 de abril do ano seguinte. “A curiosa denominação da localidade tem origem na linguagem dos indígenas que primitivamente habitavam a região, os quais assim chamavam ao rio que atravessa suas terras e eram povoados por jacarés de grande porte, ou, no falar dos silvícolas, era infestada de gandus”, acrescentou ele.
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