Em regime de coedição, a Assembleia Legislativa, a Fundação Casa de Jorge Amado e a Academia de Letras da Bahia lançam hoje, às 11h, na galeria Solar do Ferrão, no Pelourinho, o livro “Mínimas estórias gerais”, obra póstuma da escritora e acadêmica Myriam Fraga extraída da coluna “Linha D’Água” – que ela manteve no jornal “A Tarde”. Trata-se de uma seleta do material publicado durante duas décadas.
As 90 crônicas, distribuídas em três eixos temáticos (mínimas estórias gerais, crônicas da província e esparsas) abarcam o universo lírico da premiada escritora numa prosa plena de poesia, como acentua Claudius Portugal, poeta, crítico e seu colaborador na Casa de Jorge Amado – pois “poesia não se faz somente com versos”. Esta citação integra o texto “as vastas mínimas navegações de Myriam” do escritor e acadêmico Carlos Ribeiro, que, à guisa de prefácio, abre amorosamente a publicação.
Para ele, o conto, a crônica e o poema de e em Myriam Fraga são como três praias distintas nas quais as marés cambiantes da poesia circulam, ora em ondas cristalinas, ora em misteriosos e insondáveis redemoinhos. O livro tem projeto gráfico de Humberto Vellame, capa e editoração de Bete Capinan, ficando a produção executiva a cargo de Angela Fraga de Sá. A seleção das crônicas foi feita pela própria autora, falecida em fevereiro de 2016.
PARCERIA
“Mínimas estórias gerais” é o terceiro livro escrito por Myriam Fraga publicado pela ALBA. Em 2008 o alentado – e esgotado – “Poesia Reunida”, iniciou o relacionamento com a poeta e com a Fundação Casa de Jorge Amado, uma verdadeira casa de cultura de que foi diretora executiva até o seu falecimento. No mesmo ano, a edição conjunta das duas instituições trouxe a lume “Ventos de Verão”, livro de elevado padrão editorial, com uma seleção de crônicas ilustradas por pinturas do artista plástico Mendonça Filho, tendo como tema a Ilha de Itaparica. A obra, que trata da Itaparica da infância e juventude da escritora, elevou o padrão dessa parceria e do próprio trabalho editorial do projeto ALBA Cultural.
Guindado à condição de instrumento de fomento à cultura, o programa editorial do Legislativo, que tem raízes nos anos 90 do século passado, na presidência do agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Antonio Honorato, já lançou cerca de três centenas de obras. Trinta e duas na gestão do presidente Angelo Coronel. Todas obras de elevado valor cultural, como “Mínimas estórias gerais”, como os livros “Composições Entre Sertões e Chapadas”, organizado por Ester Maria de Figueiredo Souza, um inédito, e o esgotado “Maria “Dusá”, de Lindolfo Rocha – que serão lançados na Feira Literária de Mucugê, a Fligê.
No próximo dia 24 será lançada outra obra importante para a cultura da Bahia, a segunda edição do livro “A Comunicação Social na Revolta dos Alfaiates”, do jornalista, poeta e professor, Florisvaldo Mattos, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, às 18h. Outra obra seminal resgatada na presidência do deputado Angelo Coronel é “Porto Calendário”, de Antonio Osório de Castro, um clássico da literatura do São Francisco, há quatro décadas fora dos catálogo das editoras, também virá a lume no início de setembro.
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