Foram lançados na manhã desta quinta-feira (9) dois títulos póstumos da escritora e poetisa baiana Myriam Fraga: Mínimas Estórias Gerais e Peregrinos e Torta de Maçã.
Em ato informal na Galeria Solar do Ferrão, os lançamentos marcaram a inauguração do espaço de exposições da 2ª Feira Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô, idealizada por Myriam e prestigiada por expoentes da cultura baiana, como Ângela Fraga, filha da homenageada e diretora da Fundação Casa de Jorge Amado; as escritoras Paloma Amado e Mabel Veloso; Evelina Hoisel, presidente da Academia de Letras da Bahia; o ator Jackson Costa e Graciliano Bonfim, procurador-geral da Assembleia Legislativa da Bahia.
Mínimas Estórias Gerais foi editado pelo selo ALBA Cultural, um projeto editorial de importância enorme para cultura da Bahia”, disse Bonfim, que representou no evento o presidente do Legislativo, deputado Angelo Coronel (PSD).
Êxito — O ALBA Cultural já lançou “mais de 300 títulos” e novos virão, como os que serão lançados já na próxima quinta-feira (16), durante a Feira Literária de Mucugê, e também no dia 24 deste mês, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, adiantou Graciliano Bonfim.
Este é um projeto que se consolida na atual gestão, “fomenta e incentiva a produção cultural baiana e atesta que o Legislativo não precisa manter-se preso apenas à sua função constitucional de legislar, mas pode e deve promover o desenvolvimento sóciocultural da Bahia”, comentou o procurador-geral.
Na sua fala de lançamento do Mínimas Estórias Gerais, uma coedição da Assembleia Legislativa, Fundação Casa de Jorge Amado e Academia de Letras da Bahia, Bonfim declinou a “alegria” do Legislativo baiano em homenagear Myriam Fraga e discorreu sobre sua vida e obra.
Os livros escritos e publicados pela escritora baiana compuseram a exposição Poesia é Coisa de Mulheres que, ao lado, da mostra fotográfica de A Missa, de Robério Braga, inauguraram o espaço de exposições da Flipelô.
Parceria — Mínimas Estórias Gerais reúne contos e crônicas publicados ao longo de duas décadas por Myram Fraga na coluna Linha D’Agua do Jornal A Tarde. “O elemento Mágico. O fantástico. O sonho”, se fazem presentes na obra, atesta o escritor e jornalista Carlos Ribeiro, que prefaciou o livro e destaca ainda, como elementos marcantes em Mínimas Estórias Gerais, “A liberdade. A Corrida. A bebida. A sobremesa. O amor. O sexo. A magia da cidade. O desejo violento de fuga. A felicidade entrevista. A beleza do instante. O sentimento da perda. O reencontro e o eterno renascimento”.
O título lançado nesta manhã é o terceiro escrito por Myriam Fraga publicado pela ALBA. O primeiro deles – Poesia Reunida – iniciou, em 2008, o relacionamento da Assembleia Legislativa da Bahia com a poeta e com a Fundação Casa de Jorge Amado, dirigida por Fraga durante três décadas, da sua criação até a morte da escritora.
Naquele mesmo ano, a edição conjunta das duas instituições lançou Ventos de Verão, seleção de crônicas ilustradas pelo artista plástico Mendonça Filho, tendo como tema a Ilha de Itaparica. A obra, que trata da Itaparica da infância e juventude da escritora, elevou o padrão dessa parceria e do próprio trabalho editorial do projeto ALBA Cultural.
Já Mínimas Estórias Gerais, cuja seleção de contos e crônicas foi feita pela própria autora, “é um conjunto de textos que a coloca também entre os mais refinados contistas e cronistas brasileiros contemporâneos”, testemunha Carlos Ribeiro.
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