O súbito falecimento de João Pinheiro, procurador da Assembleia Legislativa, consternou o presidente Angelo Coronel e toda a família do Legislativo. O presidente da ALBA apresentou moção de pesar à Secretaria Geral da Mesa se associando à dor sofrida por seus familiares, colegas advogados, procuradores e amigos, além de registrar a sua admiração pessoal ao “funcionário exemplar, cidadão de bem, homem de fé e pai de família amoroso”.
João Carlos Vital Pitangueira Pinheiro, ou “Pinheiro da Procuradoria”, nasceu em Conceição do Coité e tinha 65 anos. Ele ingressou no Legislativo em 1977 e tinha 41 anos de “bons serviços prestados a esta egrégia Casa”, conforme acentuou o deputado Angelo Coronel. O presidente rogou a “Deus que ofereça o conforto de que tanto necessita a viúva, dona Gicélia, e seus dois filhos, Lavínia e Fábio, nesse momento de separação e dor”.
No documento, ele traçou um breve perfil do “companheiro de trabalho e amigo”, salientando que, nos 41 anos de serviço, Pinheiro ocupou inúmeros postos de confiança, cargos de alta responsabilidade, como a chefia da Procuradoria Jurídica da Assembleia. Para o presidente Angelo Coronel, o quadro funcional da ALBA hoje está mais pobre, pois o precoce desaparecimento de João Pinheiro priva o Legislativo do seu talento, conhecimento jurídico, operosidade e agilidade – pois sempre exerceu suas funções com rapidez e zelo, além de ser um excelente amigo e bom colega.
A todos os familiares, amigos, companheiros de trabalho na Procuradoria ou na Assembleia o deputado Angelo Coronel apresentou as suas “sinceras condolências”, reiterando que o Legislativo não poderia deixar de fazer constar em seus anais uma homenagem ao excelente funcionário, discreto, que ele foi durante todo o tempo de atuação na ALBA.
SENTIMENTOS
Foi maciça a presença de dirigentes e servidores do Legislativo no velório e no sepultamento de João Pinheiro, ocorrido às 16h30, no Cemitério do Campo Santo. O chefe de gabinete da presidência, Márcio Barreto, disse que estava desolado, pois o conhecia no trabalho há quase 30 anos, embora o relacionamento houvesse se estreitado nos últimos meses, quando passou a contar de forma mais assídua com o apoio jurídico da Procuradoria.
O chefe da Procuradoria, Graciliano Bonfim, que tratava com “Pinheiro diariamente nos últimos 12 anos”, também lamentou que os “insondáveis desígnios do Senhor o tenham levado do nosso convívio tão cedo”. Ele louvou a dedicação do companheiro ao trabalho, bem como a sua lhaneza, elevado conhecimento jurídico, correção pessoal e companheirismo. Graciliano Bonfim igualmente rogou a Deus para confortar seus familiares e muitos amigos nesse instante de separação, e que o sentimento de perda seja paulatinamente superado pela lembrança dos bons momentos vividos no seio dos seus.
O superintendente de Recursos Humanos do Legislativo, Francisco Raposo, que conviveu com Pinheiro desde 1982, também se manifestou lamentando a perda do “companheiro do amigo, do procurador diligente, do funcionário discreto e do pai de família exemplar que ele era”. Para Raposo, a dor de “todos aqueles que conviveram com o nosso João Pinheiro sentem será substituída pelo privilégio de tê-lo tido em seu convívio enriquecedor e inestimável”.
Colegas de Pinheiro, os procuradores da ALBA, Milton Correia Filho, Cândido da Silveira Leite e Paulo Roberto Brito Nascimento, subchefe da Procuradoria, também estavam desolados com a morte tão prematura do colega estimado. Paulo Roberto destacou a sua dignidade profissional, liderança, discrição e larga experiência que o tornaram um dos quadros mais valiosos da equipe – além de ser um bom amigo de todos os integrantes da Procuradoria.
Milton Correia Filho, que tinha com ele uma “convivência de irmão”, o tratando sempre como “Pinheirinho”, estava igualmente arrasado, desconsolado com a amplitude da perda desse companheiro. “Uma pessoa séria, responsável, dedicado à Assembleia e aos interesses da Casa, sempre autor de pareceres cuidadosos e bem embasados”. Para ele, o vazio que se abre será irreparável, pois, ao contrário do dito, existem pessoas “insubstituíveis” e João Pinheiro era uma delas.
Cândido Leite seguiu na mesma linha de raciocínio de Milton Correia. Muito emocionado, destacou o quanto ele era “amigo de todos”, um bom conselheiro e ótimo caráter, fiel à ALBA, à sua profissão e suas raízes sertanejas, pois nunca esquecia a terra-natal e, quando podia, retornava a Conceição do Coité, para os amigos de infância e familiares. “O falecimento de Pinheirinho”, registrou, “é um horror que todos teremos de superar com fé em Deus e resignação”.
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