O deputado estadual Tom Araújo (DEM) lamentou o falecimento do professor Edivaldo Boaventura, ocorrido no dia 22, na capital baiana. “A Bahia perde um homem ilustre, inteligente, grande pensador e professor. Uma grande perda para a Bahia, pois dedicou a sua vida à Educação. Deixa um grande legado para os baianos”, registrou Tom, em moção de pesar, onde conta um pouco da trajetória do professor. Edivaldo Boaventura nasceu na cidade de Feira de Santana, em 10 de dezembro de 1933, e, após estudar no Colégio Antônio Vieira, em Salvador, formou-se em Direito e Ciências Sociais. Ele cursou o Instituto Internacional de Planificação de Educação/UNESCO, em Paris, era mestre e PhD em Educação pela The Pennsylvania State University, nos Estados Unidos, além de livre docente pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Em 1968, a convite do reitor da Ufba, Roberto Santos, implantou a Assessoria de Planejamento encarregada da reforma universitária, quando publicou "Universidade em mudança". Como professor adjunto, transferiu-se da Escola de Administração para a Faculdade de Educação da Ufba, da qual é um dos fundadores, e entrou para o Conselho Estadual de Educação da Bahia (1968-1983, 1991-1996), presidindo-o de 1976 a 1978. Boaventura foi secretário de Educação e Cultura da Bahia por duas vezes, uma entre 1970 e 1971 e a outra entre 1983 e 1987. Na última gestão como secretário, foi responsável pela criação da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), credenciou a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e impulsionou a criação da Universidade Estadual do Sudoeste Baiano (Uesb) e Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Ele também foi um dos fundadores da Academia de Ciências da Bahia.
Entre os anos de 2007 e 2011, Edivaldo presidiu a Academia de Letras da Bahia. A trajetória do educador foi reconhecida pelo governo de Portugal em junho deste ano, quando ele foi condecorado com a Ordem da Instrução Pública no grau de Comendador, pelos serviços prestados à educação e cultura nos dois países de língua portuguesa. Boaventura destacou-se pela sua brilhante atuação na educação, na literatura, na cultura e no jornalismo, como pró-Reitor da Ufba, secretário de Educação, diretor-geral do Jornal A Tarde, membro de academias, escritor e professor respeitado por diversas gerações de alunos da graduação e pós-graduação em Direito e Educação.
“O professor Edivaldo Boaventura, um educador nato e um intelectual atuante, deixa um legado para a educação baiana e brasileira, devendo ser lembrado como um dos mestres mais brilhantes e políticos atuantes em prol da educação e jornalismo. Neste momento, nos solidarizamos com seus familiares e amigos”, lamentou o parlamentar, prestando as condolências à viúva, dona Solange Boaventura e aos filhos Lídia e Daniel Boaventura.
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