O deputado Hildécio Meirelles (PSC) homenageou, na Assembleia Legislativa da Bahia, o professor e escritor Edivaldo Boaventura, que morreu, ma última quarta-feira (22), aos 84 anos, em decorrência de complicações cardíacas. Em moção de pesar apresentada na Casa, Hildécio definiu o homenageado como um “cidadão honrado, um mestre da educação e visionário em prol do desenvolvimento em todo o Estado da Bahia”. E prosseguiu: “Edivaldo Boaventura deixa um grande vazio e uma saudade imensa em toda a sociedade baiana”.
No documento, o deputado contou que Edivaldo Boaventura nasceu em 10 de dezembro de 1933, na cidade de Feira de Santana, Bahia. Cursou o secundário no Colégio Antônio Vieira. Bacharelou-se em Direito (1959), em Ciências Sociais (1969) e doutorou-se obtendo a Livre Docência (1964) pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) Mestre (1980) e PhD (1981) em Educação pela Pennsylvania State University, EUA
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Ensinou economia na Escola de Administração e foi juiz federal do trabalho (1963-1970). Cursou a Universidade de Paris e o Instituto da América Latina. De volta ao Brasil, regeu a cátedra de Economia Política da Faculdade de Direito da Ufba. Foi titular da Secretaria de Educação e Cultura da Bahia de 1970 a 1971, o qual desempenhou pela primeira vez este cargo. Em 1983, o professor volta a dirigir a Secretaria de Educação da Bahia até 1987, e decide interiorizar a educação superior estadual, até então, concentrada apenas na capital. “Foi diretamente responsável pela criação da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), foi reitor da Instituição, credenciou Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), impulsionou a Universidade Estadual do Sudoeste Baiano (Uesb) e apoiou a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)”, enumerou o autor da moção.
Edivaldo Boaventura foi ainda diretor-geral do Jornal A Tarde, no ano de 1996 e ocupava a cadeira 39 na Academia de Letras da Bahia desde 1971, o qual teve a honra de presidir entre os anos de 2007 a 2011. “Além disso, foi autor de 40 obras literárias, a qual destacamos Castro Alves: um parque para o poeta, Jorge Calmon – o jornalista e A construção da Universidade baiana: origens, missões e afrodescendência”, concluiu Hildécio.
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