A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) comemorou ontem (28), no Auditório Jornalista Jorge Calmon, os 38 anos de atividades do Centro de Informação Antiveneno da Bahia (Ciave), em sessão especial proposta pela deputada Fabíola Mansur (PSB). Além da proponente, o evento contou com a presença do diretor do Ciave, Daniel Rebouças, e do subsecretário de Saúde do Estado, Adil Duarte, entre outras autoridades e profissionais da área.
Criado em agosto de 1980, o Ciave foi o segundo dos 37 centros implantados no Brasil pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SNITF), hoje Sinitox. Em 1999, passou a ser unidade gestora e Centro de Referência Estadual em Toxicologia.
O Ciave localiza-se no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, tendo como principal atividade prestar informação e assistência toxicológica especializada em plantões ininterruptos. Anualmente, atende cerca de 7,5 mil ocorrências tóxicas e registra cerca de 16 mil acidentes por animais peçonhentos, além de 3 mil casos de intoxicação em geral, através de notificações recebidas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) ocorridas em todos os municípios da Bahia.
Segundo o diretor do Ciave, Daniel Rebouças, até agora, cerca de 200 mil casos de intoxicação foram atendidos, por meio do trabalho de médicos e terapeutas disponíveis 24 horas, que orientam e conduzem o caso até a sua solução. “Esse é um órgão sentinela, que disponibiliza informações para os profissionais de saúde e para a população de uma maneira geral, sobre os cuidados que se deve ter com as substâncias possivelmente causadoras de envenenamento, sejam de origem animal, vegetal ou substâncias químicas, que, na maioria das vezes, a gente consome, como medicamentos, agrotóxicos, produtos químicos de uso doméstico e industrial”, informou.
Para o subsecretário estadual de Saúde, Adil Duarte, que representou o secretário da pasta e o governador Rui Costa, a homenagem ao órgão é extremamente importante, necessária e oportuna, pelo trabalho desenvolvido no tratamento de casos que muitas vezes não são colocados para a imprensa por estarem ligados a uma situação paralela à assistência médica. Ele ressaltou a atuação do centro junto ao Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (Neps), que tem como finalidade, além do atendimento e acompanhamento dos pacientes que tentam o suicídio, a prevenção e o tratamento dos casos de depressão, como suporte à rede pública de saúde estadual, e falou da necessidade da construção de uma unidade isolada e própria para o Ciave.
Fabíola Mansur elogiou o trabalho comprometido, responsável, cuidadoso dos profissionais do Centro. “O Centro de Informações Antiveneno da Bahia, sucesso de público e de crítica, conta com o reconhecimento não somente das milhares de pessoas que atende presencial ou remotamente, como também da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), como um centro de referência em toxicologia, um modelo para países em desenvolvimento”, disse.
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