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Eleonora Menicucci conquista Título de Cidadã Baiana

Publicado em: 31/08/2018 16:02
Editoria: Notícia

“O Estado brasileiro nunca tolerou uma ministra defendendo o feminismo”, discursou a deputada Maria del Carmen (PT), proponente do Título de Cidadã Baiana a Eleonora Menicucci de Oliveira, ex-ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres. O evento aconteceu na manhã de ontem (31), no Auditório Jorge Calmon. A sessão contou com a participação da também petista Neusa Cadore (PT), de muitas mulheres políticas, secretárias de Estado, lideranças e integrantes de movimentos sociais.

Segundo a Maria del Carmen, a homenagem a Eleonora não poderia se dar em outro dia, senão esse que completa 2 anos da saída da presidenta Dilma Rousseff do Palácio do Planalto. Em seu discurso, ela  elencou as conquistas das mulheres nos governos do Partido dos Trabalhadores na Presidência da República e, como, a entrada de Michel Temer foi um “desastre” para as mulheres brasileiras.

“A Secretaria de Política para as Mulheres criada no governo do presidente Lula foi o primeiro passo para o Executivo compreender as nossas lutas. Criamos um novo momento do debate político. Foi naquele ministério que nos enxergamos de maneira positiva”, disse Maria.

De acordo com a parlamentar, a homenageada tem papel fundamental na construção de políticas para as mulheres, tem uma longa história como militante feminista. E recebe esta honraria concedida pela Assembleia Legislativa num reconhecimento das mulheres baianas pelo seu valoroso trabalho.

Das palavras da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, compreendemos este reconhecimento: “Eleonora nunca mudou de lado, sempre foi uma intensa militante. Foi responsável pelo projeto da Casa da Mulher Brasileira, que atende mulheres vítimas de violência doméstica”.

A secretária de Política para as Mulheres, Julieta Palmeira, disse para a homenageada que a Bahia é uma terra de resistência, que não convive com golpes e nem tiranos, por isso que a ex-ministra recebe esta importante honraria. Para a secretária, é questão fundamental manter e ampliar a Bancada Feminina da ALBA para lutarmos por equidade de gênero. 

DEDICAÇÃO

Natural de Minas Gerais, a socióloga Eleonora esteve envolvida na construção de leis como a Lei do Feminicídio, a PEC das trabalhadoras domésticas e a lei que garantia cirurgia reparadora das vítimas de violência doméstica. Em 2012, foi convidada pela então presidenta Dilma Rousseff, comandou a Secretaria Especial de Política para as Mulheres, como ministra-chefe, e depois assumiu a Secretaria Executiva do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

“Toda minha vida foi dedicada a defesa dos direitos da mulher”, disse a nova cidadã baiana. Para ela, é muito significativo estar na Bahia após 02 anos da saída de Dilma da presidência. Neste momento, a socióloga coordena a campanha da ex-presidenta ao Senado pelo Estado de Minas Gerais.

Em um longo discurso, Eleonora defendeu a importância de mandatos femininos com pautas feministas. Para ela, é fundamental debater o aborto como saúde pública e lutar pela equidade de gênero nos espaços políticos e por igualdade salarial.
“Esta eleição é nossa chance de fugir deste momento que tem sido danoso para as mulheres brasileiras. E se o campo democrático ganhar as eleições presidenciais, defendo que tenhamos uma nova Constituinte. Se não for desta forma, passaremos por dias mais difíceis”, disse. 


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