O presidente Angelo Coronel comemorou o transcurso do 185º aniversário de emancipação de Feira de Santana, através de moção que apresentou na Assembleia Legislativa, parabenizando “a cada um dos mais de 600 mil feirenses, uma gente trabalhadora, empreendedora, ordeira e de cativante hospitalidade”. Nascido em Coração de Maria, cidade limítrofe, da área de expansão metropolitana da “Princesa do Sertão”, ele mantém forte ligação pessoal com a cidade homenageada, sendo admirador da pujança que a alçou à condição de segundo maior município da Bahia, primeiro do interior nordestino.
No documento protocolado junto à Secretaria Geral da Mesa, o presidente do Legislativo traçou um breve perfil histórico do município, informando que suas raízes remontam a meados do século XVIII, quando os donos da Fazenda Sant’Anna dos Olhos D’Água, Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa, construíram uma capela dedicada à Nossa Senhora Sant’Anna. Devido à localização privilegiada, continuou o deputado Angelo Coronel, “a pequena igreja passou a ser ponto de referência para quem viajava pela região. O local passou a desenvolver o comércio com a venda de gado e ali se deu o começo de uma feira livre, que se tornou um centro de negócios”. O comércio, acrescentou, está, portanto “na gênese dessa terra e dessa gente tão querida”.
O crescimento econômico impulsionou todo o entorno da região, acrescentou ele, “onde foram crescendo povoados e distritos, a exemplo de Almas, São José de Itapororoca, Remédio da Gameleira, Santa Bárbara, Bonfim, Humildes, Bom Despacho, Tanquinho e São Vicente”. A localização privilegiada, pois fica localizada a pouco mais de 100 quilômetros de Salvador, favoreceu ainda mais o comércio e o empreendedorismo, registrou o deputado Angelo Coronel, alavancados e com o advento da “era do automóvel”, já que a construção da malha de estradas estaduais e federais alçou o município à condição de terceiro maior entroncamento rodoviário do país (maior do Norte Nordeste) – que passou a ser conhecido também como “Portal do Sertão”, sendo, por décadas, o único acesso terrestre ao Nordeste do Brasil e ao interior da Bahia.
Com área territorial pouco superior a 1.300 quilômetros quadrados, Feira de Santana possui a terceira maior renda da Bahia (perde apenas para Salvador e Camaçari, sede do Pólo Petroquímico e de uma unidade da Ford) e em sua atividade econômica tem relevo o setor de serviços. Afetivamente ligado à “Princesinha do Sertão”, Coronel destaca que, além do comércio, é significativo o impacto econômico da indústria e agropecuária, “sobressaindo a criação de bovinos, suínos, aves, caprinos e equinos, e cultivo de milho, feijão, mandioca e fumo, além de ser um polo educacional”.
Feira de Santana tem o 69º maior produto interno bruto (PIB) municipal do Brasil, com quase R$12 bilhões de reais, exercendo um alto nível de influência econômica, comercial e política na Bahia e na Região Nordeste, sendo o único município do interior do Nordeste com PIB acima de 10 bilhões. É também sede de grandes empresas.
O deputado Angelo Coronel encerra a moção com um verdadeiro libelo de apreço pelos feirenses, responsáveis pelo avanço econômico e social do município, “sertanejos, homens e mulheres, que por gerações trabalharam duro e legam às novas gerações uma cidade agradável para se viver, onde existem oportunidades, e boa estrutura de saúde, educação e cultura”.
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