A deputada Fabíola Mansur (PSB) protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) moção de congratulações pelos 35 anos de Fundação da Escola do Olodum. “Nesta presente moção parabenizo, na pessoa seu presidente, João Jorge Rodrigues, e a esta icônica instituição cultural do Pelourinho, de Salvador e da Bahia pelo sucesso internacional de seu mais importante projeto social. Nesta data festiva, saúdo e abraço a Escola Olodum que é iniciativa originária do Projeto Rufar do Tambores”, ressaltou.
No documento, Fabíola conta a história da escola. “A Fundação foi criada no dia 25 de outubro de 1983, com a missão de educar e formar cidadãos, comprometidos com a transformação social das comunidades historicamente oprimidas pelo racismo mediante a valorização de todas as formas de expressão da cultura afrodescendente”, destacou ela. Inicialmente o projeto visava atender a uma solicitação da comunidade do Maciel/Pelourinho para que fosse formada uma banda de percussão integrada por crianças e adolescentes do bairro.
“Eles viviam em situação de risco e vulnerabilidade social e sem perspectivas de integrar-se socialmente por conta do estigma marginal que na época existia contra os moradores da área”, lembra a deputada. Vários parceiros, como a Tese Coordenação Ecumênica e a Funarte, deram os primeiros apoios a este projeto pioneiro. Fabíola fez questão de destacar o trabalho de educadores como Manoel de Almeida, Mario Gusmão, Peter Leão, Rita Rodrigues.
“Olodum é um Patrimônio Cultura da Bahia, e a Escola Olodum é um projeto social de imensa relevância para crianças e adolescentes de Salvador, através da arte, da educação e pluralidade cultural, e tem como missão o desenvolvimento da cidadania e preservação da cultura negra, oferecendo um saber afrobrasileiro e novas formas de conhecimentos adicionais àqueles adquiridos no sistema formal de ensino”, explicou Fabíola
A parlamentar acrescentou ainda que a Escola Olodum é um Projeto pioneiro de educação popular e consiste na introdução de aulas de percussão e dança afro-brasileira, sendo que a grade curricular escolar é formar e promover a cidadania étnico cultural, assegurando assim a conservação identitária afrodescendente.
“Como o próprio João Jorge Rodrigues costuma dizer, agora é trilhar os caminhos dos Rufares dos Tambores para ajudar a igualdade prosperar no Brasil contemporâneo. Vida longa à Escola Olodum, e a todos os frutos por ela gerados ao longo destes 35 anos de profícua e dignificante”, finalizou Fabíola.
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