Os 45 anos de fundação do bloco afro Ilê Aiyê, comemorado no dia 1º de novembro, foi lembrado pela deputada Fabíola Mansur (PSB) através de moção de congratulações protocolada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
“Com bases fincadas na luta pela afirmação da cultura negra, o Mais Belo dos Belos brilha há 45 anos e, como uma estrela inalcançável pelas mãos do homem e da sociedade ainda discriminatória, brilhará eternamente em nossos corações”, exaltou a deputada.
No documento, a parlamentar conta a história da fundação da entidade carnavalesca. “No ano de sua fundação, vigorava no país uma ditadura implacável com a cultura, com a política e principalmente com a democracia. Mas que não conseguiu deter a alegria e o espírito carnavalesco de Antônio Carlos dos Santos, o Vovô do Ilê, Apolônio, conhecido como Popó, e de seus amigos que, apoiados por Mãe Hilda, ialorixá que comandou por mais de 50 anos o Terreiro Ilê Axé Jitolu, resolveram fundar o bloco de carnaval Ilê Aiyê em uma sociedade não muito diferente da atual, eivada de preconceitos, e ainda sob a vigilância austera dos militares, que viam no Ilê uma forma acintosa de subversão e desrespeito à ordem pública estabelecida”, ressaltou Fabíola.
A socialista ressaltou que nenhum dos obstáculos foi o bastante para a não realização do projeto carnavalesco, que foi fundado com apenas um bloco e incorporava outras frentes, além da recreativa. A fundação atendia aos moradores da Liberdade e foi fundamental para diminuir o sofrimento do povo negro que vivia em constantes riscos sociais.
“E assim, com o passar dos anos, o bloco de carnaval se transformou em um centro cultural já consolidado não apenas no bairro da Liberdade, mas no mundo. Ali funcionam uma escola educacional, uma escola de música, uma escola de artesanato e diversas outras atividades voltadas à inclusão daqueles que ainda residem em áreas de risco social e aqueles que desejam novas e salutares atividades de interação social”, destacou a legisladora.
De acordo com Fabíola Mansur, a entidade se tornou uma instituição cultural, política e educacional. “O Ilê coordena a Escola Mãe Hilda, a Banda Erê e a escola profissionalizante do Ilê. Diante da iminência de ataques à nossa democracia que se avizinham com a eleição presidencial, é preciso sempre proteger e festejar esse patrimônio material e imaterial da humanidade que é o Ilê”, disse a deputada.
“Enquanto tivermos a confiança do povo da Bahia, lutaremos pela redução da violência praticada contra a mulher, que vem registrando índices alarmantes. Lutaremos contra o racismo e a violência sofrida pelos LGBTs. Essas são frentes de luta inarredáveis e serão sempre resistências em nossos ideais”, listou Fabíola.
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