Valença completa 169 anos de emancipação política em 10 de novembro, mas a história da região começara bem antes, desde a época em que o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias. “As terras que compõem o atual município de Valença faziam parte da Capitania de São Jorge dos Ilhéus, doada em 1534 a Jorge de Figueiredo Correia, e estavam subordinadas administrativamente a Vila de Nossa Senhora do Rosário de Cairu”, explicou o deputado Adolfo Menezes (PSD), em moção de congratulações à população do município.
Menezes contou que Valença era habitada pelos índios aimorés e os tupinambás, dois povos arqui-inimigos. “Os índios aimorés mostraram muitas resistências com a dominação dos colonizadores, forçando eles a abandonarem a região. Valença (então povoamento de Una), era uma sesmaria do fidalgo Sebastião Pontes, que a muito custo conseguiu manter uma relação amistosa com os habitantes locais”, disse. “Por volta de 1574 Pontes, no entanto, foi preso e enviado a Portugal, onde morreu em Limoeiro, fato que causou uma revolta nos índios locais que atacaram e destruíram, fazendo com que os moradores se refugiassem em Ilhas próximas”. Só no século XVIII, é que uma nova vila foi criada e a colonização, retomada.
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