As condições de duas rodovias federais que cortam a Bahia foram criticadas por parlamentares na sessão realizada na tarde desta terça-feira (13) no Plenário Orlando Spínola, na Assembleia Legislativa (ALBA).
O deputado Carlos Ubaldino (PSD) chamou a atenção para o risco enfrentado por alguns motoristas que trafegam pela BR-324, estrada administrada pela concessionária Via Bahia, no trecho entre Salvador e Feira de Santana. “Passando mais uma vez pela BR-324, pude observar que quando está chovendo e uma carreta bitrem vai na direção de Salvador ou de Feira de Santana e um carro de passeio tenta ultrapassar, tem horas que fica sem a visibilidade e sem o controle. Qualquer coisa, ele é jogado fora da pista. Essa é a realidade”, pontua.
Ainda segundo o pessedista, por ser pedagiada, a estrada federal poderia ter pista em melhores condições. “Durante todo o tempo que essa Via Bahia tomou conta e passou a ter o comando deste trecho de Feira de Santana a Salvador, nunca passou de uma operação tapa-buraco. Nós precisamos é de pista boa, já que é uma pista pedagiada. Para completar a dose, aumentou-se o preço do pedágio. Eu teria o maior prazer em pagar se pudesse trafegar em uma pista bem cuidada”, afirmou.
O deputado Gika Lopes (PT) também mencionou, em seu discurso, a qualidade da pista da estrada. “É muito triste a gente pagar um pedágio caro. Quando sai de Salvador para Serrinha e passa pela BR-324, parece que não é um asfalto, e sim uma estrada de cascalho. Tem que ter alguém para poder fiscalizar esta BR-324”, cobrou o petista.
Em sua fala, Gika também exigiu mais segurança para a rodovia BR-116 no trecho da região de Ibó, no Norte da Bahia. “Os caminhoneiros estão sofrendo com assaltos naquela localidade. Eles estão desviando cerca de 200 quilômetros para não passarem pela área”, contou.
O deputado Angelo Almeida (PSB) também citou a BR-116, mas no trecho sul a partir de Feira de Santana no sentido Jequié e Vitória da Conquista. O socialista criticou os valores cobrados nas praças de pedágio pela concessionária Via Bahia. “Gostaria que essa Casa tomasse providência de, em nome dessa Mesa, encaminhar requerimento ao Ministério Público Federal para que essa empresa seja chamada para responder o que está havendo”, sugeriu.
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