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ALBA expõe obras de artistas plásticos consagrados

Publicado em: 04/02/2019 22:27
Editoria: Notícia

Obras de 90 artistas baianos, muitos deles consagrados, estão abertas ao público no Espaço Cultural Josaphat Marinho, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Em sua quarta edição, a exposição itinerante 90 Olhares para Matilde- 90 Anos de Vida, que pode ser vista das 9h às 17h, começa hoje (4) e vai até o dia 15 deste mês. O objetivo é homenagear e apoiar a crítica de arte Matilde Matos, que em maio completa 92 anos.

Entre as peças expostas na ALBA, estão pinturas, esculturas e objetos trabalhados com técnicas diversas, todas doadas em prol da saúde de Matilde, em agradecimento ao apoio dado à carreira dos artistas plásticos baianos, entre eles César Romero, Bel Borba, Murilo, Édison da Luz, Justino Marino, Sérgio Rabinovitz, Terciliano Jr., J. Cunha, Fernando Oberlaender, Graça Ramos, Guache Marques, Gil Mário, Jair Gabriel, Darlene Bezerra, Giovana Dantas, Chico Mazzoni, Leonel Mattos, Ramon Rá, Elenilton Café, André Dragão, Neidja Bombola e Aldinho Mendonça.

TRAJETÓRIA 

Matilda Augusta de Matos nasceu em 1927, em Caicó, no Rio Grande do Norte. Com 6 anos, mudou-se para Serrinha e dez anos depois veio para Salvador. Em 1959 passou a assinar crônicas no Jornal da Bahia, coluna que manteve até 1962, quando foi morar no Rio de Janeiro. 

Voltando à Bahia em 1968, Matilda Matos manteve uma coluna no Jornal da Bahia, veiculada aos domingos, na qual abordava assuntos de arte e cultura, com reportagens, entrevistas e comentários sobre as obras dos artistas da época.

Também fez inúmeras críticas e centenas de apresentações para catálogos de artistas, publicou a obra Fernando Oberlaender - Pintura e Tradução Poética, em 2001, e Água Reflexo da Arte na Bahia, em 2012. Em 2014, doou sua coleção, com 80 obras, para o Estado da Bahia, abrigadas atualmente no Palacete das Artes. 

“Matilde sempre esteve longe dos preconceitos, seja na arte, seja na vida. Sua ampla liberdade em ser, pensar e atuar eram exemplos para os artistas. Sempre falava que seu maior critério era a qualidade de um criador”, conta César Romero.


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