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Obra do VLT foi tema de intensos debates no plenário da ALBA

Publicado em: 14/02/2019 01:16
Editoria: Notícia

Boa parte dos pronunciamentos da sessão desta quarta-feira (13), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), foi dedicada à assinatura do contrato entre o Governo do Estado e o consórcio vencedor para as obras de implantação do Sistema de VLT (Veículo Leve de Transporte) – que ligará o Comércio, em Salvador, até a Ilha de São João, no município de Simões Filho. Ocorrida pela manhã, na Governadoria, a solenidade oficializa uma Parceria Público-Privada (PPP), no valor de R$ 1,5 bilhão, que irá substituir os trens que fazem a linha da Estação da Calçada ao bairro de Paripe, no Subúrbio Ferroviário da capital.

O deputado Adolfo Menezes (PSD) foi o primeiro a pautar a intervenção, elogiando o governador Rui Costa por priorizar uma obra estruturante. “Vai beneficiar todo o Subúrbio, um percurso de 20 quilômetros de extensão, com 22 estações, veículo com ar-condicionado, no elevado; mais uma grande obra anunciada que vai beneficiar principalmente a população mais carente e sofrida”, discorreu o pessedista.

Segundo o deputado Robinson Almeida (PT), 600 mil pessoas que moram no Subúrbio de Salvador serão beneficiadas com a chegada do VLT. “Esses 12 anos de governo, liderado pelo Partido dos Trabalhadores com uma frente ampla de partidos aliados, transformou e vem transformando a cara da cidade. Um VLT que vai ligar o Subúrbio ao Comércio, à malha rodoviária da cidade, integrando com o metrô, e vai colocar Salvador na vanguarda da mobilidade urbana do Brasil”, comemorou o parlamentar.

Associando-se às falas dos deputados, o petista Jacó falou que a iniciativa alcança uma parcela significativa da população de Salvador e demonstra “a sensibilidade e o comprometimento do governo com aqueles e aquelas que mais precisam”. Já a deputada Fabíola Mansur (PSB) destacou a expectativa dos moradores: “Nós vimos a felicidade das pessoas; porque não é só mobilidade urbana. Vai gerar empregos e fomentar o turismo na medida em que esse modal elevado permite desbloquear todo o trajeto por onde vai passar o VLT, valorizando o Subúrbio e a Baía de Todos os Santos”. 

Ex-prefeito de Simões Filho, o deputado Eduardo Alencar (PSD) agradeceu ao governador, esperando que o VLT possa contribuir, futuramente, com a melhoria da mobilidade na Região Metropolitana de Salvador (RMS). “É um sonho antigo nosso, desde quando fui prefeito. Foi reivindicado diversas vezes para que essa obra tão importante chegasse em Simões Filho. Por enquanto, chegou só até a Ilha, mas espero que se estenda a Simões Filho, a Camaçari, que atenda e resolva definitivamente o sistema de transporte da Região Metropolitana”, disse Alencar.
Citando trechos de falas do governador do início do seu primeiro mandato, em 2015, o líder da minoria, deputado Targino Machado (DEM), fez o contraponto à celebração dos deputados da base: “Dizia ele, há quatro anos, que iria ‘requalificar o trem do Subúrbio e implantar o Veículo Leve sobre Trilhos, entre os bairros do Comércio e Paripe, com posterior ligação por meio de túneis interligando o Comércio à Lapa’. Não cumpriu. Promessa não cumprida. Também o governador, no mesmo discurso, há quatro anos, falou em ‘implantar o VLT Metropolitano, interligando Candeias, Simões Filho, Camaçari, Dias d’Ávila e Alagoinhas, interligando ao metrô de Salvador’. E também não cumpriu”.

O deputado Hilton Coelho (PSOL) também mostrou sua contrariedade com a proposta. “Nós não poderíamos deixar de marcar o nosso protesto. Não é qualquer obra, estamos falando do que pode ser o maior aparelho público do Estado da Bahia. Pra se der uma ideia, o chamado Trem do Subúrbio tem caminho para chegarmos no Rio de Janeiro por um lado, e no Maranhão por outro. No entanto, o debate sobre esse projeto não existiu”, afirmou.


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