A deputada Neusa Cadore (PT), líder da Bancada Feminina da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), apresentou moção de congratulação para registrar o Dia Internacional da Mulher 2019, comemorado em 8 de março. “Em várias partes do mundo, atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher demonstram a força da organização feminina, mas também revelam os inúmeros obstáculos que afetam a vida das mulheres”, afirma Neusa.
A petista lembrou a história da data e os desafios da luta feminina. “Sabemos que as mulheres já enfrentam desigualdades salariais, diversas formas de violência e baixíssima representatividade nos espaços de poder e decisão. Com as ameaças de um governo de extrema direita no país, surge a necessidade de fortalecermos a organização das mulheres na perspectiva da defesa de direitos e do restabelecimento da democracia”, avalia.
Segundo Cadore, a presença das mulheres nos espaços de poder torna-se pertinente por gerar um olhar diferenciado na árdua tarefa do combate à violência contra a mulher. No primeiro mês deste ano, Salvador registrou mais de 980 ocorrências de agressão a mulheres. Ela lembrou o caso de Eva Luana, que comoveu todo o país com o seu depoimento relatando os horrores sofridos durante anos na própria residência.
Para Neusa, a solução requer o esforço do conjunto da sociedade e passa pela educação, pela comunicação, pela efetivação de políticas públicas que garantam o empoderamento político, social e econômico das mulheres. “Muito ainda precisa ser feito para podermos viver efetivamente numa sociedade igualitária. Sabemos que a discriminação e o machismo estão presentes em todas as relações sociais, marcadas muitas vezes pela violência, pela arbitrariedade, pelo autoritarismo, pela falta de investimento do poder público. Estamos no meio de um processo e temos ainda uma grande luta para garantir a efetividade dos nossos direitos”, disse.
“Neste 8 de março, as mulheres estão nas ruas, sobretudo, para lutar contra a reforma da Previdência, contra projetos que pretendem impedir a maior participação da mulher na política, contra o feminicídio e diversas pautas conservadoras”, finalizou Neusa.
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