O massacre cometido por dois ex-alunos na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (São Paulo), que deixou dez mortos, levou o deputado Samuel Júnior (PDT) a apresentar na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) projeto de lei que torna obrigatória a presença de vigilantes armados em todas as unidades de ensino do estado. De acordo com a proposta, as despesas com a execução desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário, podendo inclusive se firmar convênio entre os entes governamentais.
Ao justificar a proposta, Samuel Júnior citou não só o massacre de Suzano, mas também o ataque a escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, ocorrido em 7 de abril de 2011, quando 12 estudantes, com idade entre 13 e 16 anos, foram assassinados, e outros 13 ficaram feridos. Assim como os dois atiradores de Suzano, o autor do massacre de Realengo também cometeu o suicídio.
Ainda na justificativa, Samuel Júnior admitiu que a presença de vigilantes armados não resolverá em definitivo, em hipótese alguma, a situação alarmante de violência nas escolas. “Mas entendemos também que não fazer nada é muito pior. Sabemos que a simples presença de um profissional de segurança, treinado corretamente, já inibe a ação de tais elementos”, defendeu o parlamentar, no documento.
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