A presidente da Comissão Especial de Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Fátima Nunes (PT), lamentou o falecimento da militante da causa negra, líder religiosa e educadora Makota Valdina na madrugada da terça-feira (19).
Em moção de pesar apresentada na Casa, a parlamentar lembrou a trajetória de vida de Valdina, professora aposentada da rede de ensino municipal e membro do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. “Líder comunitária, ela exerceu a função religiosa de Makota, um cargo feminino dentro do Candomblé (assistente de mãe de santo) do Terreiro Tanuri Junsara. Sua adesão ao Candomblé ocorreu nos anos 70, período em que surgiu o Movimento Negro Unificado e o Ilê Aiyê”, contou Fátima, no documento.
A militante teve sua vida retratada no documentário Makota Valdina – Um jeito negro de ser e viver, dirigido por Joyce Rodrigues, que recebeu o primeiro Prêmio Palmares de Comunicação, da Fundação Cultural de Palmares, na categoria de Programas de Rádio e Vídeo. Em 2013, Makota Valdina publicou o livro de memórias intitulado Meu caminhar, meu viver.
De acordo com Fátima, o histórico de lutas contra a intolerância racial e religiosa rendeu a Valdina várias homenagens com os prêmios Troféu Clementina de Jesus, da União de Negros Pela Igualdade (UNEGRO); Troféu Ujaama, do Grupo Cultura Olodum; Medalha Maria Quitéria, da Câmara Municipal de Salvador e Mestra Popular do Saber pela Fundação Gregório de Matos.
A moção de pesar foi a forma escolhida por Fátima Nunes para “prestar uma modesta homenagem a essa grande ativista do movimento negro e da religião de matriz africana, que certamente deixará saudosos todos aqueles que tiveram o prazer de conhecê-la”. Aos familiares e amigos, a deputada desejou “força e fé neste momento difícil”, e pediu “a Deus que conforte o coração de cada um”.
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