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Olívia Santana lamenta morte de Makota Valdina

Publicado em: 20/03/2019 18:46
Editoria: Notícia

“Uma mulher extraordinária, de estatura política e intelectual exuberante”. Desta forma, a deputada Olívia Santana (PC do B) iniciou sua moção de pesar pela morte de Valdina Oliveira Pinto, conhecida como Makota Valdina, que morreu na terça-feira (19) aos 75 anos de idade. “Poderosa voz da comunidade negra, uma referência que sempre nos guiará, Valdina Oliveira Pinto, professora, líder religiosa, feminista, defensora da democracia, da liberdade e dos direitos humanos, segue viagem, se incorpora ao tempo e agora é bakulo. A dor é forte, lágrimas frias entristecem a cidade quente, mas ela disse: meu caminhar, meu viver”, acrescentou Olívia.

Na moção, a deputada comunista contou que Makota Valdina era filha de dona Euclides de Oliveira Pinto e do senhor Paulo de Oliveira Pinto, nasceu no ano de 1949, no Engenho Velho da Federação, comunidade negra de Salvador, fez curso de pedagogia e se formou professora primária, profissão que exerceu com maestria e dedicação exemplar. 

“Desde jovem, a nossa querida Makota se destacou em defesa da melhoria das condições de vida para a sua comunidade. Para tanto, se dedicou à educação e à cultura, meios pelos quais construiu uma trajetória de muita ousadia e superação de obstáculos”, contou Olívia, no documento. A parlamentar acrescentou ainda que ela era militante tenaz da luta antirracista, dos direitos das mulheres e combate ao ódio religioso. 

Segundo Olívia, Valdina falava sobre temas complexos de forma simples, didática e relevadora de caminhos inimagináveis para muitos. “Ela discursava contra o racismo e exigia respeito. Do alto da sua autoridade bradava: não quero que me tolerem, exijo que me respeitem. Respeitem minha cor, minha história, minha cultura, meu povo e a minha religião. Este libelo era disparado contra os opressores em todos os espaços e direcionava o brado assertivo para a elite política e econômica do país”, afirmou a autora da moção.

Olívia contou ainda que sua relação com Valdina Pinto é singular. “A conheci na batalha do dia a dia e na militância política. Sempre a respeitei e a tive como exemplo a ser seguido. Seja porque somos pedagogas e mulheres negras, referências de nossas famílias, seja porque moramos no mesmo bairro e partilhamos as mesmas preocupações com o destino da nossa gente. O fato é que Valdina me inspira e a sua mensagem está em minhas ações”, afirmou a legisladora. 



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